O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O CEO Fernando Katsonis revelou como a gestora pretende conquistar clientes ‘ultra-high’ e o que está por trás da contratação de Christiano Ehlers para o Family Office
A gestora de patrimônio Lifetime vem alimentando metas ambiciosas: chegar aos R$ 100 bilhões em patrimônio sob gestão até 2028, praticamente triplicando de tamanho a partir dos atuais R$ 30 bilhões. É uma jornada ousada, mas o CEO Fernando Katsonis acredita que o caminho está traçado — e passa diretamente pelo avanço do Family Office, vertical dedicada às grandes fortunas, famílias empresárias e estruturas patrimoniais complexas no Brasil e no exterior.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, o executivo afirmou que o segmento não é apenas mais uma linha de negócios — é uma avenida estratégica para destravar valor, capturar os clientes mais relevantes para a casa e dar escala ao crescimento da Lifetime.

A ambição ficou ainda mais definida com a chegada de Christiano Ehlers como novo CEO da vertical. Com experiência em private banking e wealth management (gestão de fortunas) no mercado local e offshore, Ehlers assume a área com a missão de acelerar a vertical e ampliar a participação de mercado.
Hoje, o Family Office, que atende clientes com patrimônio acima de R$ 10 milhões, já responde por 25% dos ativos sob gestão da Lifetime.
A meta para os próximos anos é transformar essa participação em um pilar central da expansão e da captura de clientes de altíssima renda, chamados de ultra-high, que possuem mais de R$ 10 milhões na gestora.
Hoje, o Family Office da Lifetime atende cerca de 200 famílias, em sua maioria constituídas por empresários, ex-empresários e executivos de alto escalão (os chamados C-level).
Leia Também
Além disso, antes, a riqueza dos clientes estava concentrada em um público de faixa etária superior, mas a composição está mudando: há uma transmissão crescente para as gerações mais novas, com a segunda geração na faixa dos 45 anos ou mais e que estão hoje ativamente evolvidas na criação de riqueza no longo prazo, e não somente herdeiros.
A aposta da Lifetime acontece em meio a um momento decisivo para o setor. Nos últimos anos, o segmento independente de gestão de fortunas passou por uma forte consolidação, com casas menores sendo absorvidas por grandes players.
O resultado foi uma mudança de dinâmica: famílias empresárias e investidores de altíssima renda seguem demandando gestão patrimonial independente e governança, mas com cada vez menos alternativas fora dos conglomerados.
A Lifetime quer ocupar esse buraco deixado por esse movimento, diz o CEO.
"É justamente essa aposta que a gente está fazendo neste momento: dar mais relevância para esse mercado e ganhar participação. O Chris é peça fundamental nessa etapa”, afirmou Katsonis ao Seu Dinheiro.
Ehlers chega à Lifetime com a meta de escalar o Multifamily Office, ampliando a oferta de serviços para famílias empresariais, tanto no Brasil quanto offshore.

“O negócio de Family Office é muito estratégico, porque cuida dos principais clientes da casa, que confiam mais na nossa relação, porque delegam a gestão para o nosso time. Então, nada mais importante do que fortalecer esse time e a estrutura para esse crescimento", disse o CEO da Lifetime.
Com a evolução da carteira, a Lifetime planeja ampliar o leque de soluções, chegando inclusive a serviços de concierge e atendimento personalizado para famílias ultra-high, com expansão dos serviços prevista a partir de 2026. Os detalhes da novidade, no entanto, ainda estão sendo desenhados pela gestora.
“São mais famílias, mais patrimônio sob gestão. Queremos acelerar bastante essa vertical justamente pelo espaço que estamos vendo no mercado. O leque maior de serviços passa a ser uma necessidade natural”, avaliou Katsonis.
Para sustentar a ambição, a Lifetime pretende manter um ritmo de crescimento entre 30% e 40% ao ano, combinando expansão orgânica, conquista de clientes e também crescimento por meio de aquisições.
Há planos para ampliar a presença geográfica com escritórios em Recife ou Salvador, Belo Horizonte e Goiânia, além das 10 unidades já operacionais no país.
Já na frente das aquisições, a companhia está de olho em casas com R$ 1 bilhão a R$ 3 bilhões sob gestão, que sofrem com regulação, custo de estrutura e dificuldade de escalar sozinhas.
O CEO confirmou ao Seu Dinheiro que há casos em análise e antecipou que "tem notícia boa para vir" no curto prazo, embora não tenha dado detalhes.
Apesar do otimismo, Katsonis reconhece que o crescimento da Lifetime não virá sem obstáculos.
Afinal, a concorrência pelo cliente ultra-high é intensa, especialmente porque os grandes players costumam levar o que há de melhor em cada gestora ao adquiri-las.
“Esse segmento tem uma competição muito mais acirrada, em termos de qualidade de serviço e profundidade de relacionamento. A partir do momento que você não consegue entregar uma solução completa, quem está mais próximo do cliente pode vencer essa relação”, disse o executivo.
A consolidação do setor também acende um alerta. Ela reduz a autonomia das casas independentes, mas abre espaço para quem souber ocupar a lacuna deixada. O risco está em players maiores absorvendo operações menores — mas a oportunidade é igualmente grande.
Os anos recentes não foram fáceis. O ambiente macroeconômico, a Selic elevada e a incerteza política criaram um efeito de congelamento na tomada de decisão dos investidores, mesmo entre aqueles mais sofisticados.
“Embora pareça que passivamente você ter 15% de Selic ao ano seja bom, no final do dia não é, porque o investimento não reflete economia real. É um voo de galinha”, disse.
Mas o CEO acredita que esse congelamento dos investidores finalmente começa a ceder. Nos últimos seis meses, clientes voltaram a tomar decisões e novos negócios começaram a acontecer.
Para 2026, a expectativa é de cortes de juros e retorno gradual de previsibilidade, com a Selic encerrando o ano perto de 12% ao ano.
O lado político ainda exige atenção — especialmente com o descompasso político e econômico, com o Banco Central freando a atividade para compensar desequilíbrios fiscais —, mas a redução da incerteza já destrava movimento e retomada de negociação, na avaliação do executivo.
"Queremos que o governo nos ajude um pouquinho, que a taxa de juro diminua, porque a Selic alta também atrapalha o segmento independente e concorre com outros produtos. Queremos que o país ande. Com o país andando, a gente navega bem.”
Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo
Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência
O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado
Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação
Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros
Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes
Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões
A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões
Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo
Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas
Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira
O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)
Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre
Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade
O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%
Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros
Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário
A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025
Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour