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Mineradora teve um avanço de 16% na produção consolidada em comparação ao período trimestre anterior; saiba o que fazer com as ações agora

Os carrinhos de mina e as picaretas da mineradora Aura Minerals (AURA33) não param. A companhia reportou uma produção consolidada de 74,2 mil onças equivalentes de ouro (GEO) no terceiro trimestre deste ano (3T25). O valor representa uma alta de 16% em relação ao período anterior (2T25).
O número agradou ao BTG Pactual, que reiterou a recomendação de compra dos papéis da empresa e manteve o preço-alvo de US$ 40 para os próximos 12 meses — um potencial de valorização de 3,6% em comparação ao preço de abertura desta segunda-feira (13).
A última vez que as ações da Aura ultrapassaram US$ 40 foi em 2009, quando realizou uma consolidação de ações. Na época, a empresa juntou cinco ações em uma, depois de mudar seu nome para Aura Minerals Inc.
Hoje, as ações fecharam o período de negociações com alta de 3,03%, a US$ 38,05, na Nasdaq. Os BDRs da empresa, negociados na B3, estavam cotados a R$ 69,30 no fim do pregão. A alta foi de 2,44%.
O resultado de produção consolidada de 74,2 mil GEOs representa uma alta de 9% ante o terceiro trimestre de 2024 (3T24), considerando os preços correntes. Em base ajustada por preços constantes, o avanço foi de 17% na comparação trimestral e 15% na anual.
Esse desempenho ficou 2% acima das previsões do BTG Pactual e do Itaú BBA. Os dois fixaram uma recomendação de compra para as ações da Aura, negociadas na Nasdaq.
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Os analistas do BTG estimam mais crescimento para os próximos meses: “A Aura já produziu 204 mil onças nos nove primeiros meses do ano, mantendo-se no caminho certo para atingir a meta anual entre 266 mil e 300 mil onças”.
O BTG atribui esse avanço na produção, principalmente, ao “início da produção comercial em Borborema, projeto entregue dentro do prazo e do orçamento”.
O número de produção consolidada reportados na semana passada refletem a combinação de desempenho das cinco minas em operação: Aranzazu, Apoena, Minosa, Almas e Borborema.
As únicas que tiveram recuos na produção foram as operações da Aranzazu, que registraram uma desaceleração de 12%, e da Minosa, que tiveram queda de 13%.
A Aura atribuiu o recuo à alta dos preços dos metais, porque os preços mais altos do ouro impactam negativamente a conversão para GEO.
Mesmo quando o assunto deixa de ser metais e vira papéis, o BTG continua otimista. Os analistas do banco enxergam a mineradora como “uma oportunidade interessante de diversificação de portfólio, oferecendo crescimento gradual e retornos sólidos no longo prazo”.
Os especialistas também dizem que a companhia se destaca por ser “bem posicionada para aproveitar o ambiente favorável ao ouro e seu robusto pipeline de crescimento”.
“Continuamos construtivos em relação à ação, que se beneficia de preços altos do ouro, consistência operacional, dividendos atrativos e múltiplos catalisadores de curto prazo”
BTG Pactual
No relatório, o banco também diz enxergar riscos, como:
O banco projeta resultados financeiros robustos para o 3T25. Os motivos para esse otimismo são os preços elevados do ouro, operacional estável e forte controle de custos.
Os analistas dizem que a produção da Aura vai continuar expandindo. O ramp-up (fase inicial de aumento gradual da produção) de Borborema e o início das operações de Matupá Sul, previsto para novembro/dezembro, são os principais impulsionadores para esse avanço. O impacto total desses projetos deve ser visto em 2026.
*Com informações do Money Times.
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