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Segundo o Brazil Journal, as empresas iniciaram conversas para negociar a venda de uma subsidiária que atua no setor de lubrificantes automotivos e industriais

A Vibra (VBBR3) e a Cosan (CSAN3) estão registrando queda nesta sexta-feira (18) na bolsa de valores. Na véspera, reportagem do site Brazil Journal afirmou que as empresas estariam em negociações para vender a Moove, uma subsidiária da Cosan que atua no setor de lubrificantes.
De acordo com a reportagem, a conversa foi motivada pelo desejo do fundo CVC Capital Partners, que detém 30% da Moove, de se desfazer da sua participação. A Cosan é dona dos 70% restantes e, conforme fontes ouvidas, não estaria disposta a abrir mão do controle da empresa neste momento.
A notícia foi publicada cerca de um ano após a tentativa frustrada de oferta pública inicial (IPO) da Moove na bolsa de Nova York (Nyse), e em meio aos esforços contínuos da Cosan para reduzir sua alavancagem.
Ambas as empresas negaram, por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que haja qualquer acordo em andamento relacionado à Moove.
A Moove, que detém os direitos exclusivos da marca Mobil no Brasil, é uma das maiores fabricantes e distribuidoras de lubrificantes da América Latina, com uma forte presença no país .
A Vibra, em comunicado, afirmou que a avaliação de oportunidades de negócios está alinhada à sua estratégia corporativa e faz parte de suas atividades.
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Já a Cosan disse que tem sido abordada por diversos agentes do mercado sobre possíveis alternativas envolvendo seus ativos, mas que não firmou nenhum compromisso em relação à empresa do grupo.
Apesar dos esclarecimentos, as ações das empresas registram queda no pregão de hoje.
Por volta das 12h45, a Vibra recuava 1,71%, cotada a R$ 20,75, enquanto a Cosan caía 2,91%, a R$ 6,01. No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) registrava queda de 0,91%, aos 134.337,61 pontos.
Para o Bradesco BBI, o mercado tende a reagir de forma mais negativa do que positiva ao rumor, o que se confirmou no início do pregão. O motivo principal seria o possível aumento da alavancagem da Vibra em caso de aquisição da Moove.
Os analistas afirmam que esse risco pode ser mitigado caso o preço pago fique na faixa de 6x a 7x o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) – valuation usado na tentativa de IPO da Moove, em 2024.
O banco também recomenda excluir da negociação a planta da Moove afetada por um incêndio, já que a seguradora deve cobrir os danos e a Vibra possui capacidade ociosa em sua planta própria, que pode absorver a demanda sem necessidade de investimentos adicionais.
A estimativa do BBI é que a integração da Moove possa gerar até R$ 400 milhões em Ebitda incremental por ano, com sinergias logísticas e comerciais.
Já o Itaú BBA vê a possível transação como positiva para a Cosan, pois reforça sua estratégia de desalavancagem.
Para a Vibra, o negócio é visto como estrategicamente interessante, mas o banco alerta para a complexidade de precificar o ativo. Isso porque o incêndio na unidade da Moove dificulta as projeções de lucro.
O Itaú estima que a alavancagem da Vibra poderia subir para entre 3,2x e 3,7x, o que contraria a expectativa dos investidores que aguardam desalavancagem, reciclagem de portfólio e dividendos.
*Com informações do Money Times
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