Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
PRÉVIA DOS BALANÇOS

Itaú (ITUB4) vai ser o grande destaque da safra do 1T26 ou o Bradesco (BBDC4) encosta? O que esperar dos balanços dos bancos

Inadimplência, provisões e pressão no lucro devem dominar os balanços do 1T26; veja o que esperar dos resultados dos grandes bancos

Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar a temporada de balanços de bancos Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3).
Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar a temporada de balanços de bancos Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3). - Imagem: Dall-E/ChatGPT

A primeira safra de resultados de bancos de 2026 está prestes a começar — e já traz um aviso ao investidor: desta vez, não é só sobre quem cresce mais; é também sobre quem erra menos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois de um fim de ano mais benigno, o primeiro trimestre de 2026 (1T26) deve recolocar o foco onde realmente dói em ciclos de crédito: inadimplência, provisões e disciplina na concessão.  

Quem dá a largada é o Santander Brasil (SANB11), que divulga seus números na quarta-feira (29), antes da abertura do mercado. 

Entenda o que esperar para cada um dos grandes bancos e quais serão os desafios impostos pelo cenário macro. 

Confira o calendário de balanços dos bancos no 1T26:

NomeTickerDataHorário de divulgação
Santander Brasil  SANB11  29/04/2026    Antes da abertura  
Itaú Unibanco  ITUB4  05/05/2026  Após o fechamento  
Banco Bradesco  BBDC4  06/05/2026  Após o fechamento  
Banco BTG Pactual  BPAC11  12/05/2026  Antes da abertura  
Banco do Brasil  BBAS3  13/05/2026  Após o fechamento  
Fonte: Site de RI das empresas.  

O que esperar dos bancos no 1T26?  

Na visão do JP Morgan, o tema central desta temporada de resultados de bancos será a qualidade dos ativos de crédito.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa é de deterioração dos índices de inadimplência logo no início do ano, especialmente nas carteiras de pessoas físicas — um movimento típico do primeiro trimestre, mas que ganha peso em um ambiente macro mais apertado. 

Leia Também

PASSO A PASSO

Ypê pede o Pix de quem comprou produtos suspensos pela Anvisa: como pedir o reembolso?

AUMENTO DE CAPITAL

Vamos (VAMO3) enche o tanque com R$ 600 milhões. E agora, o que muda para o investidor?

A dúvida que paira sobre o setor é: trata-se apenas de um efeito sazonal ou do início de uma tendência mais persistente para o setor? 

“Essa discussão é relevante porque impacta não apenas provisões, mas também o apetite de risco dos bancos para crescimento”, avalia o banco norte-americano. 

O Safra segue na mesma linha e vê a pressão atingindo tanto pessoas físicas quanto empresas, com destaque para o segmento rural e empresas específicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O pano de fundo, segundo os analistas, é menos favorável do que no fim de 2025. Desta vez, a sazonalidade da margem financeira líquida (NII) não deve ser suficiente para compensar o aumento do custo do risco. 

“Para o investidor, isso significa um trimestre em que a leitura dos balanços tende a depender menos da expansão das receitas e mais da capacidade de cada banco em absorver o avanço das provisões sem comprometer excessivamente a rentabilidade”, diz o Safra. 

O banco ainda recomenda ao investidor observar três variáveis centrais ao longo da temporada de balanços, para além dos lucros ou da expansão da carteira de crédito:  

  1. A evolução da inadimplência; 
  1. O comportamento do custo do risco; e  
  1. A capacidade de sustentar retorno sobre o patrimônio em meio à piora do ciclo de crédito. 

Para o Bank of America (BofA), os bancos devem entregar resultados “pouco inspiradores”, pressionados por menos dias úteis, menor atividade e um ambiente macro mais incerto — agravado pelas tensões geopolíticas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A combinação de receitas mais fracas e maior custo de risco tende a pesar sobre o lucro líquido, com a deterioração do crédito se espalhando além do agronegócio, segundo os analistas. 

Como os bancos devem performar no 1T26? Veja as projeções:  

EmpresaProjeções - Lucro líquido - BloombergProjeções - Rentabilidade (ROE) - Média Seu Dinheiro
Santander Brasil (SANB11)  R$ 4,072 bilhões  16,6%  
Itaú Unibanco (ITUB4)  R$ 12,452 bilhões  24,4%   
Banco Bradesco (BBDC4)  R$ 6,652 bilhões  15,4%  
Banco BTG Pactual (BPAC11)  R$ 4,583 bilhões  25,2%  
Banco do Brasil (BBAS3)  R$ 4,107 bilhões  7,3%  
Fonte: Consenso Bloomberg e média das projeções compiladas pelo Seu Dinheiro.  

Santander Brasil (SANB11) abre a temporada do 1T26 sob pressão 

  • Data de divulgação do balanço: 29 de abril - antes da abertura 
  • Lucro líquido ajustado projetado: R$ 4,072 bilhões (+5,5% a/a) 
  • Rentabilidade (ROE) prevista: 16,6% 

No caso do Santander Brasil (SANB11), a expectativa é de um trimestre mais fraco, ainda que dentro do esperado. 

A XP Investimentos projeta um crescimento mais seletivo da carteira, especialmente em segmentos de maior risco, como cartões de baixa renda, agronegócio e pequenas e médias empresas. Além disso, a valorização cambial deve pesar na comparação anual. 

Para 2026, no entanto, a XP avalia que o banco tem capacidade de melhorar a originação e entregar um crescimento na faixa de “um dígito médio”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por sua vez, o UBS BB vê lucros praticamente estáveis no Santander, pressionados por maior carga tributária e margens com clientes mais fracas.  

Já o BofA espera um crescimento tímido, reflexo das políticas mais conservadoras de concessão de crédito e um trimestre sazonalmente fraco, o que deve resultar em uma leve queda na rentabilidade na comparação trimestral. 

Itaú Unibanco (ITUB4) na liderança 

  • Data de divulgação do balanço: 05 de maio - depois do fechamento  
  • Lucro líquido ajustado projetado: R$ 12,452 bilhões (+14,3% a/a)  
  • Rentabilidade (ROE) prevista: 24,4% 

Embora o trimestre tenda a ser mais difícil para o setor, o Itaú Unibanco (ITUB4) ainda aparece como o mais resiliente entre os grandes bancos. 

A XP descreve o período como “mais fraco, porém benigno”, sem mudança na trajetória de médio prazo. O lucro deve ter uma leve contração na comparação trimestral, mas ainda crescer na base anual, segundo as projeções dos analistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O UBS BB também avalia que uma leve queda sequencial do lucro do Itaú é uma possibilidade, devido ao pagamento farto de dividendos no último trimestre, na ordem de R$ 20 bilhões. 

Desde o primeiro trimestre de 2020, os lucros do Itaú caíram sequencialmente apenas uma vez, no quarto trimestre de 2022, impactado pelas provisões relacionadas à Americanas. 

Do lado da rentabilidade, a XP espera que o ROE permaneça “resiliente, beneficiado pelo menor patrimônio líquido após o pagamento de dividendos, apesar do resultado trimestral mais fraco”. 

Mesmo com alguma pressão em crédito — especialmente em cartões e rotativo —, o banco segue sustentado por linhas mais seguras, como crédito imobiliário, consignado e PMEs com garantias. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Bradesco (BBDC4) tenta manter recuperação no 1T26 

  • Data de divulgação do balanço: 06 de maio - depois do fechamento  
  • Lucro líquido ajustado projetado: R$ 6,652 bilhões (+13,4% a/a)  
  • Rentabilidade (ROE) prevista: 15,4% 

Já o Bradesco (BBDC4) pode ser um dos grandes destaques positivos da temporada, na visão da XP. A expectativa é de mais um trimestre de recuperação gradual, marcando o nono avanço consecutivo nos lucros.  

Os analistas preveem que o caminho à frente pode ser mais tortuoso, “marcado por menos ganhos fáceis, competição mais intensa e investimentos contínuos em tecnologia em um ambiente macroeconômico mais desafiador”, diz a XP. 

O UBS BB aposta que o foco do 1T26 estará em dois pontos principais:  

  1. O acordo da BradSaúde no capital do banco; e
  1. A capacidade de o Bradesco entregar resultados em linha com o consenso de mercado, que segue acima do ponto médio do guidance estipulado pelo próprio banco. 

“Caso o banco entregue o desempenho que esperamos para o 1T26, a tendência de revisões negativas de lucros pelo consenso pode cessar”, avaliam os analistas. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o BTG Pactual reforça a previsão de que o crescimento da carteira de crédito deve desacelerar. “Vemos o Bradesco mantendo boa tração comercial e um apetite ao risco moderado, dado o pano de fundo macroeconômico.” 

O 1T26 do BTG Pactual (BPAC11) 

  • Data de divulgação do balanço: 12 de maio - antes da abertura  
  • Lucro líquido ajustado projetado: R$ 4,583 bilhões (+36,1% a/a)  
  • Rentabilidade (ROE) prevista: 25,2% 

E por falar no BTG Pactual (BPAC11), a expectativa é que o banco deve apresentar um “bom trimestre, mas menos empolgante”, segundo o JP Morgan.  

O UBS BB vai na mesma linha. Para os analistas, a mudança significativa nas condições macroeconômicas após o início do conflito no Irã provocou uma elevação relevante na curva de juros, o que deve adicionar alguma pressão sobre os resultados. 

A volatilidade dos mercados tende a afetar áreas como Investment Banking e Sales & Trading, embora o crédito siga como suporte. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas do BofA preveem que o crédito corporativo e ao consumidor deve continuar a ter um sólido crescimento, com a qualidade dos ativos permanecendo bem controlada. 

Banco do Brasil (BBAS3) sem sinal de alívio no curto prazo 

  • Data de divulgação do balanço: 13 de maio - depois do fechamento  
  • Lucro líquido ajustado projetado: R$ 4,107 bilhões (-44,3% a/a)  
  • Rentabilidade (ROE) prevista: 7,3% 

Banco do Brasil (BBAS3) entra novamente nesta temporada como o nome mais pressionado entre os grandes bancos.  

A expectativa é de mais um trimestre difícil, sem sinais claros de inflexão no curto prazo, como antecipou a administração do banco recentemente. 

Segundo o JP Morgan, as provisões para devedores duvidosos devem voltar a subir, puxadas pelo agronegócio e por casos de inadimplência na carteira corporativa.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Bank of America reforça a preocupação e não descarta resultados abaixo do esperado, diante da deterioração contínua do crédito rural. 

Do lado da carteira, o cenário também não ajuda: o crescimento deve ficar em um dígito baixo, limitado pela estagnação das linhas rural e corporativa. O crédito ao consumidor, via consignado privado, aparece como um dos poucos pontos de suporte. 

O alívio, se vier, deve ficar para depois. A expectativa da XP é que a pressão sobre provisões comece a diminuir apenas no segundo semestre, com a evolução das novas safras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Pão de Açúcar 15 de maio de 2026 - 12:35
14 de maio de 2026 - 12:11
Lançamento da Azzas 2154 na B3 13 de maio de 2026 - 15:50
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia