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A companhia tenta levantar até R$ 5 bilhões em novo capital e negocia alternativas com credores, que pressionam por mudanças na governança e discutem conversão de dívida em participação acionária

A Raízen (RAIZ4) apresentou uma proposta alternativa aos credores em meio às negociações para reestruturar uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões, segundo a Bloomberg News, que citou fontes a par do tema no último domingo (26).
De acordo com a reportagem, a companhia informou aos credores, na noite de sábado (25), que avalia levantar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em novo capital.
O montante se somaria aos R$ 4 bilhões em financiamento já comprometidos por Shell e Rubens Ometto, CEO da Cosan (CSAN3), fundador e presidente do conselho da Raízen.
No entanto, até agora a empresa não sinalizou concordância com uma das principais exigências dos credores: a mudança e eventual renúncia do comando do conselho de administração.
Ainda segundo a publicação, a Raízen indicou que pode aceitar a criação de um comitê de credores para reforçar o acompanhamento da governança. Apesar disso, Ometto resiste a deixar a presidência do conselho.
Em recuperação extrajudicial, com cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, a Raízen corre contra o tempo para avançar nas negociações com credores e demais partes envolvidas. Até o momento não há definição sobre os próximos passos.
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É nesse ambiente que os credores têm condicionado o avanço das tratativas à saída de Rubens Ometto da presidência do conselho. A exigência reforça o impasse nas negociações e evidencia a pressão sobre a governança da companhia.
Nas tratativas, credores e bondholders da companhia de açúcar e etanol também avançaram com uma proposta considerada agressiva: a conversão de 45% da dívida em troca de 90% de participação na empresa, segundo a Bloomberg News.
O modelo sugerido é um “debt-to-equity swap”, operação em que a dívida é trocada por participação acionária. Nesse formato, a Raízen obteria alívio financeiro imediato, com a suspensão do pagamento dessas obrigações.
Por outro lado, os acionistas atuais veriam sua fatia ser diluída. Hoje, Cosan e Shell dividem o controle, com 50% das ações ordinárias cada e cerca de 44% do capital total. Já BlackRock e Norges Bank detêm aproximadamente 0,7%, enquanto os 10,5% restantes estão em free float.
Segundo noticiado pela imprensa, a participação oferecida inicialmente pela empresa aos credores foi de 70%. O nível elevado das fatias em negociação reflete a cautela do mercado em relação à companhia. O prazo final para um acordo está marcado para 6 de junho.
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