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A Sabesp afirmou que avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE por meio de uma relação de troca
A Sabesp (SBSP3) avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A). A informação é de um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela Sabesp na sexta-feira (24), e confirmado pela EMAE (EMAE3) neste sábado (25).
Com a incorporação, que ainda precisa do aval dos órgãos de administração das empresas e seus acionistas, a EMAE será convertida em uma subsidiária integral da Sabesp.
Se concretizado o plano, os acionistas da EMAE receberão ações da Sabesp em uma relação de troca, a ser definida por comitês independentes. A Sabesp propôs realizar um oferta pública de aquisição (OPA) a R$ 61,83 por ação da EMAE.
“A incorporação de ações pretendida tem como objetivo a simplificação e otimização da estrutura societária das companhias, consolidando as suas bases acionárias em uma única companhia e reduzir custos operacionais”, disse a companhia de saneamento básico em comunicado.
O preço também corresponde a 100% do preço pago pela companhia de saneamento paulista na compra do controle acionário na EMAE, em outubro de 2025, por R$ 1,1 bilhão.
Ainda de acordo com o documento, o estudo de viabilidade da operação inclui o levantamento das autorizações, condições e processos necessários para sua implementação, além da constituição de comitês independentes para negociação da relação de troca.
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Atualmente a Sabesp detém 79,31% de participação na EMAE – sendo 70,09% de participação direta da Sabesp e 9,22% por meio do Oceania Fundo de Investimento em Ações. No mês passado, a Sabesp adquiriu 100% das cotas do Oceania FIM por cerca de R$ 171,6 milhões, o que correspondia a 3,4 milhões de ações ordinárias da EMAE.
A EMAE foi privatizada em 2024, comprada em um leilão por R$ 1 bilhão por veículo controlado pelo empresário Nelson Tanure.
Para financiar parte da aquisição foi feita uma emissão de debêntures e Tanure deu as ações da EMAE em garantia. A primeira parcela de juros dessas debêntures não foi paga e gerou a declaração de vencimento antecipado da dívida e a execução das garantias, culminando na venda das ações da EMAE.
Em janeiro, a companhia paulista de saneamento já havia concluído a compra de uma participação relevante na empresa ao adquirir cerca de 14,9 milhões de ações preferenciais junto à Axia Energia. Na ocasião, a operação representou aproximadamente 40% do capital total da EMAE e quase 67% das ações preferenciais da companhia.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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