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Papéis dispararam 9% em Nova York após agência reguladora aprovar a primeira pílula de GLP-1 da Novo Nordisk

“Então é Natal, e o que você fez?” A resposta da Novo Nordisk para essa pergunta era muito ruim até ontem (22). Mas, eis que a virada chegou mais cedo para a farmacêutica com a agência reguladora dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), aprovando a primeira pílula Wegovy, para perda de peso.
Até então, os analistas destacavam 2025 como o pior ano da história para as ações da Novo Nordisk. A aprovação da pílula Wegovy chegou como um “resgate para os investidores”, segundo a CNBC norte-americana.
Os papéis NVO da dinamarquesa, listados em Nova York, disparavam 9% nas negociações pré-mercado desta terça-feira (23). No acumulado do ano, no entanto, as perdas chegam a 44%.
O aval da FDA dá à Novo Nordisk uma vantagem relevante frente a sua rival Eli Lilly, que está com a aprovação de sua pílula emagrecedora pendente no regulador.
Com a autorização, a dinamarquesa sai na frente na comercialização das pílulas emagrecedoras nos Estados Unidos. Entretanto, resta a aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e outras autoridades reguladoras para que as vendas estejam liberadas globalmente.
De acordo com a CNBC, a farmacêutica planeja lançar o Wegovy oral no início de janeiro de 2026. A dose inicial de 1,5 miligrama da pílula emagrecedora poderá ser encontrada em farmácias e por meio de fornecedores selecionados de telemedicina, nos Estados Unidos.
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Para o analista do banco dinamarquês Jyske Bank, Henrik Hallengreen Laustsen, a pílula Wegovy é um motor chave de crescimento para a Novo Nordisk nos próximos anos.
Em entrevista à CNBC, ele afirmou que essa aprovação pela FDA ainda neste ano é uma ferramenta competitiva crítica frente a Eli Lilly. Ao longo deste ano, os investidores deixaram de confiar na capacidade de competição da dinamarquesa frente à sua rival norte-americana.
Agora, com a possibilidade de sair na frente na venda da pílula emagrecedora, as esperanças foram renovadas.
“É um 'presente de Natal' bem-vindo para os investidores da Novo — e para os pacientes, já que as resoluções de perda de peso normalmente começam a entrar em vigor no Ano Novo”, afirmou à CNBC.
Mas o calendário está apertado para a farmacêutica europeia. A expectativa é que a Eli Lilly consiga a aprovação para o seu medicamento oral para obesidade entre março e abril de 2026.
Com isso, o analista acredita que para essa vantagem se firmar, “vai depender totalmente de como eles executarem” o processo de fabricação e comercialização a partir de janeiro de 2026.
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