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De acordo com a estatal, a distribuição será feita em fevereiro e março do ano que vem, com correção pela Selic
Se você acompanha o mercado financeiro, já sabe que qualquer novidade da Petrobras (PETR3; PETR4) mexe com os investidores. Nesta quinta-feira (11), a estatal detalhou como será feita a distribuição dos R$ 12,16 bilhões em proventos aprovados pelo conselho de administração em novembro, referentes ao terceiro trimestre de 2025 (3T25).
O montante equivale a R$ 0,94320755 por ação ordinária e preferencial e, segundo a companhia, será repassado em duas etapas.
Na primeira, cada ação ordinária e preferencial receberá R$ 0,47160378, com pagamento marcado para 20 de fevereiro de 2026, integralmente na forma de juros sobre capital próprio (JCP).
Já na segunda etapa, o valor será de R$ 0,47160377 por ação, com pagamento em 20 de março de 2026, sendo R$ 0,17518233 em JCP e R$ 0,29642144 em dividendos.
Os valores serão corrigidos pela variação da taxa Selic entre 31 de dezembro de 2025 e as datas de pagamento. No caso do JCP, haverá incidência de imposto de renda conforme a legislação vigente.
Além disso, a Petrobras informou que esses proventos serão incluídos na proposta de remuneração aos acionistas que será apreciada na Assembleia Geral Ordinária de 2026, relativa ao exercício de 2025.
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Os dividendos da Petrobras estão sempre nos holofotes do mercado — e dos investidores. No final do mês passado, a estatal divulgou seu plano estratégico 2026-2030 e projetou proventos entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões.
Na ocasião, a estatal não mencionou a possibilidade de distribuição de dividendos extras aos seus acionistas, e quem explicou o motivo foi o diretor financeiro da companhia, Fernando Melgarejo.
Segundo o executivo, para que a estatal paga proventos extraordinários é preciso cumprir o pré-requisito de fluxo de caixa operacional robusto, capaz de deixar a dívida neutra — e isso depende de diferentes fatores.
Por outro lado, Melgarejo garantiu que a estatal não tem “nenhum problema” em fazer a distribuição de caixa excedente.
“Para atingir um fluxo de caixa operacional muito maior, precisamos do Brent em um patamar melhor ou uma produção muito maior. Temos a expectativa de produção, mas, nesse momento, há um consenso de que o Brent não vai ter um movimento altista no curto prazo. Provavelmente, não teremos dividendos extraordinários nos próximos períodos”, disse o executivo.
*Com informações do Money Times
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