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Em entrevista ao Money Times, André Farber apresenta os novos projetos de expansão da varejista, que inaugura loja-conceito em São Paulo

A Riachuelo (GUAR3) está vivendo um momento de virada. A varejista de moda lançou uma loja pop-up na Rua dos Pinheiros, em São Paulo, que marca a materialização de um projeto de dois anos. A ideia? Mostrar ao público uma nova experiência de marca, produto e loja.
O CEO André Farber não esconde o entusiasmo com essa fase da Riachuelo. Em entrevista ao Money Times, ele destacou o simbolismo das mudanças e apresentou a nova identidade visual da companhia.
“A loja é o grande palco, é o teatro, é o campo onde a gente tem que entrar e fazer gol. Estamos vivendo a materialização dessa evolução. Mudou muita coisa na marca, logo, cor, ticker na bolsa. Tudo se liga com nossa história, que nasceu no Nordeste e é brasileira”, diz o executivo.
Com 240m², a loja ficará aberta por um ano e terá ativações para atrair consumidores. Mas não espere ver várias réplicas por aí: a Riachuelo quer usar essa experiência como laboratório para melhorar suas outras lojas.
Farber reforça que a marca aposta no modelo omnicanal, integrando físico e digital. E os números mostram isso: 30% dos pedidos online são retirados em loja.
“Acreditamos muito em um modelo forte com loja física e digital. Hoje os modelos já são bem interligados, temos crescido muito no e-commerce, que tem bastante interligação com a loja. Atualmente, 30% dos pedidos são retirados em loja e temos outra parcela que saem de loja”, afirma.
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O timing não poderia ser melhor. A Riachuelo juntou a mudança de nome e ticker na bolsa, a inauguração da loja conceito e o primeiro Investor Day. A partir de fevereiro de 2026, o ticker GUAR3 será substituído por RIAA3, consolidando a marca também no mercado financeiro.
No Investor Day, a empresa anunciou planos ambiciosos: entre 150 e 200 novas aberturas e reformas de lojas, com receita potencial de até R$ 3 bilhões.
Além disso, a Riachuelo quer manter o crescimento consistente, impulsionado por vendas em mesmas lojas (SSS), ganhos de margem e eficiência da cadeia integrada.
Na bolsa, o momento é positivo: a Riachuelo acumula alta de quase 90% em 2025.
Mesmo com a taxa Selic em 15% ao ano, a Riachuelo segue confiante. Farber garante que o foco é no longo prazo.
“Temos que fazer as coisas certas para sustentar a criação de valor de longo prazo. A maioria das decisões que tomamos são independentes do cenário macro. Obviamente em alguns momentos não conseguimos”, diz o CEO.
E completa: a empresa continua abrindo lojas e renegociou dívidas para reduzir custos. “Sempre olhamos para as diferentes variáveis tentando sempre preservar o longo prazo”, afirma Farber.
O mercado financeiro também está de olho na nova fase da Riachuelo. O Bradesco BBI também avaliou positivamente a estratégia, destacando maior visibilidade para resultados futuros e avanços em execução, governança e eficiência.
“As iniciativas estruturais e operacionais parecem mais factíveis, apoiadas por entregas iniciais da atual gestão. Vemos a GUAR3 como uma tese atrativa de reestruturação”, afirmaram analistas do banco em nota.
O BBI mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 13.
Já o BTG Pactual acredita que a combinação de forte valor de marca, produção verticalmente integrada e posiciona a empresa para crescimento sustentado e expansão de margens. O banco reiterou recomendação de compra para GUAR3, com preço-alvo de R$ 13.
Para o Itaú BBA, após dois anos de reestruturação organizacional e recuperação das margens brutas de moda, o próximo ciclo da Riachuelo será impulsionado pela produtividade por metro quadrado.
“Em um cenário de incerteza macro e orçamentos domésticos mais apertados, acreditamos que os investidores verão com satisfação o foco da Guararapes em ROIC, geração de caixa e alocação de capital disciplinada”, afirma o banco.
O BBA classifica GUAR3 como outperform, equivalente a compra, com preço-alvo de R$ 13.
A XP Investimentos vê a Riachuelo entrando em um novo ciclo estratégico com alavancas claras para destravar valor nos próximos anos e também reiterou recomendação de compra.
O Santander, por sua vez, saiu do Investor Day com visão construtiva intacta, especialmente em relação às ambições de margem bruta e vendas em mesmas lojas, que considera acima das expectativas do mercado.
“Durante o evento, a gestão apresentou todos os avanços realizados nos últimos dois anos, ao mesmo tempo em que expôs suas ambições para os próximos anos em suas duas principais unidades de negócios, visando maximizar a geração de valor por metro quadrado”, afirmaram os analistas do banco.
O Santander reiterou classificação outperform para a Riachuelo, com preço-alvo de R$ 15.
*Com informações do Money Times
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