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A avaliação foi solicitada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro por causa do pedido de mudanças no plano de recuperação atual

Na sua segunda recuperação judicial, a operadora de telefonia Oi (OIBR3) respira por aparelhos e tem pouco tempo de vida. Essa é a conclusão dos advogados Adriano Pinto Machado e Bruna Tarabossi Pereira, do escritório Pinto Machado Advogados, observador (versão em português do jargão “watchdog”) da empresa dentro do processo de recuperação judicial. Ou seja, foram contratados para analisar a viabilidade financeira da Oi.
Segundo os dois “doutores”, a operadora não tem conseguido gerar recursos suficientes para cobrir suas despesas. Já o dinheiro guardado em caixa — cerca de R$ 936,2 milhões — banca apenas mais nove meses de funcionamento, caso não ocorra uma reversão no quadro.
Para piorar a situação, as formas de tratamento estão se esgotando. O pedido de mudanças no plano de recuperação judicial em andamento já não é mais capaz de dar à companhia a liquidez necessária. Isso continua a depender, portanto, da venda de ativos.
A consulta do watchdog foi requerida pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro por causa da solicitação de alterações no plano solicitado pela Oi em julho.
Para evitar um novo colapso, a Oi apresentou a seus credores uma proposta de mudanças ao plano de recuperação judicial aprovado em 2024.
A proposta prevê:
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Na prática, esse pedido de aditamento representa uma tentativa de alterar legalmente os termos do plano atual.
A medida ainda não foi submetida à assembleia geral de credores e espera homologação da Justiça, que pediu o parecer do observador.
O plano de recuperação judicial atual, que foi aprovado em 2024, levou quase um ano para ser construído e homologado. O objetivo é reduzir até 75% da dívida financeira da Oi.
A Oi propõe duas opções aos credores trabalhistas (Classe I):
Para os credores da Classe III, o plano prevê pagamentos até 2038, com valores vinculados à venda de imóveis.
A empresa também propõe encerrar contratos considerados descontinuados e liberar metade dos depósitos recursais para quitar dívidas trabalhistas, destinando o restante ao capital de giro.
Outra importante mudança no plano é a criação de um veículo societário para administrar e vender mais de 7 mil imóveis. Eles são avaliados em R$ 4 bilhões. Os credores poderão receber cotas desse fundo como forma de pagamento.
A governança reformulada, implementada em dezembro de 2024, tem como objetivo preservar cerca de 22 mil empregos diretos e indiretos e garantir a continuidade das operações.
A Nova Oi concentra seus esforços em serviços corporativos e soluções de tecnologia da informação.
No segundo trimestre deste ano (2T25), quando a empresa pediu as mudanças, seus resultados continuavam negativos
A operadora registrou um prejuízo de R$ 835 milhões no período, revertendo o lucro de R$ 15 bilhões de um ano antes.
A dívida líquida da Oi subiu para R$ 10 bilhões nessa época. O número representa uma alta de 50,9% em comparação ao 2T24. O fluxo de caixa foi negativo em R$ 139 milhões.
Se o novo plano não for aprovado, o anterior, homologado em 2024, volta a valer, com a retomada das obrigações e o fim da proteção judicial.
A companhia reconhece que as chances de superar a situação de insolvência iniciada em 2016 ficam ainda mais remotas nesse cenário.
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