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Mesmo assim, analista do banco britânico manteve a recomendação de compra para a ação; entenda toda essa história

Você compraria uma ação que pode cair 25% dependendo de uma decisão da justiça norte-americana? É justamente o que o Barclays recomenda que os investidores façam agora: colocar as ações da Alphabet, a holding do Google, na carteira.
Mas, para isso, é preciso uma boa dose de sangue frio. A companhia está na reta final de uma grande disputa nos tribunais dos EUA e, se perder, pode ser obrigada a desmembrar o Chrome e conceder aos rivais acesso igualitário aos dados de busca — uma medida que acabará com o domínio do Google nesse mercado.
O juiz Amit Mehta deve emitir uma decisão em agosto e, embora o Google planeje recorrer, o analista do Barclays, Ross Sandler, estima que a venda do Chrome pode reduzir em 30% o lucro por ação da Alphabet, considerando a contribuição de 35% do navegador para a receita de buscas.
Já o impacto no preço das ações, segundo o banco, poderia variar entre 15% e 25%, principalmente porque os investidores não estão precificando essa possibilidade.
Por volta de 14h15, as ações da Alphabet negociadas em Nova York sob o ticker GOOGL subiam 0,44%, cotadas a US$ 166,91. No ano, no entanto, os papéis acumulam baixa de 11,7%. Na B3, os BDRs GOGL34 avançam 1,02%, a R$ 78,53. No ano, amargam queda de 21,5%.
O Barclays não está jogando com a sorte no caso da Alphabet. O banco mantém a recomendação de compra para a ação porque não acredita na possibilidade de a justiça forçar a venda do Chrome.
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Além disso, prevê um aumento de 30% dos papéis da holding do Google em relação aos níveis atuais.
Ainda assim, o juiz responsável pelo caso já indicou que a venda do Chrome seria a medida mais eficaz entre as avaliadas.
Se isso acontecer, já tem interessados na fila: empresas de inteligência artificial como OpenAI, Anthropic ou Perplexity estariam entre os potenciais compradores.
Apesar do alerta do juiz não assusta o banco britânico, que enxerga outras medidas possíveis para a Alphabet nesse caso.
Uma delas seria obrigar o Google a licenciar o índice de buscas para que concorrentes possam usá-lo em seus próprios mecanismos de busca. Na prática, isso reduziria uma das maiores vantagens do Google hoje.
Outra opção é a descontinuidade gradual dos contratos que permitem que terceiros direcionem o tráfego para o Google.
Essa medida, no entanto, teria custos para os investidores: impactaria o lucro por ação da Alphabet em 10% a 20% e derrubaria a ação em 5% a 10%, de acordo com o Barclays.
*Com informações do Business Insider e do Yahoo Finance
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