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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

DEMANDA AQUECIDA

MRV (MRVE3) pode subir 60% na bolsa e voltar ao radar dos investidores, diz Santander; veja o novo preço-alvo

Santander eleva perspectivas para a MRV e destaca recuperação das operações no Brasil, mesmo com “limpeza” na subsidiária dos EUA

Monique Lima
Monique Lima
22 de julho de 2025
17:00
Sede da MRV
Sede da MRV - Imagem: Divulgação/Rodrigo Gomes

A reestruturação nos Estados Unidos é um desafio, mas a operação no Brasil vai tão bem que garante uma recomendação outperform (acima da média) para a MRV (MRVE3)

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Em relatório desta terça-feira (22), os analistas do Santander destacam o fato de a construtora ser líder em vendas no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), que liberou há poucos meses a Faixa 4, dedicada à classe média. 

A avaliação é de que a empresa demonstra disciplina operacional, otimizando sua presença em mais cidades e controlando custos de construção. 

Isso, combinado ao potencial de novas iniciativas do Minha Casa Minha Vida em outros estados, pode impulsionar a geração de caixa no segundo semestre, segundo o banco. A construtora projeta lançamentos e pré-vendas significativos para 2025.

Com isso, os analistas reiteraram a recomendação outperform — que é equivalente a compra — e estabeleceram um novo preço-alvo para as ações MRVE3. 

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O banco elevou o preço-alvo da MRV para R$ 9,50 por ação até o final de 2026, substituindo os atuais R$ 9,00 projetados para o final de 2025, vigentes até então. Isso representa um potencial de valorização de quase 60% ante o último fechamento, de R$ 5,95. 

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MRV ainda tem o desafio de reestruturação da Resia

Mas nem tudo são flores. O banco também pondera sobre o desafio de reestruturação da Resia, braço da MRV nos EUA. 

A empresa está migrando para um modelo com menos capital próprio em risco e mais foco em serviços para parceiros. 

Apesar de um impacto negativo de US$ 144 milhões em desvalorizações a serem reconhecidas no segundo trimestre de 2025, o que derrubou as ações da MRV recentemente, a medida visa a "limpar" o balanço desses prejuízos. 

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Os analistas do Santander esperam que a Resia registre prejuízo líquido de US$ 170 milhões em 2025, mas com lucro líquido de US$ 3 milhões projetados para 2026. 

Essa redução de incertezas em relação à unidade dos EUA deve recolocar as ações da MRV no radar dos investidores, dada a sua avaliação ainda descontada em comparação com pares do setor, acreditam os analistas. 

Boas condições para compra 

“Mantemos nossa classificação de desempenho superior para a MRV, com base em melhorias contínuas nas operações no Brasil, incluindo uma melhor perspectiva de vendas, margens brutas e geração de caixa; além de uma avaliação atrativa com base em estimativas para 2026”, diz o relatório.

O cenário aponta para uma assimetria positiva, segundo o Santander: a combinação de uma avaliação deprimida e uma posição técnica favorável para a MRV, prometendo uma virada para a construtora.

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A avaliação dos múltiplos das ações da MRV é apontada como atrativa no relatório, com base nas estimativas para 2026. 

O preço sobre lucro (P/L) avaliado pelo Santander é de 3,8 vezes, apesar do impacto negativo dos números da Resia nos resultados de curto prazo. 

Além disso, o relatório ainda aponta que a ação está sendo negociada a 0,52 vez o preço pelo valor patrimonial (P/VP) para 2026, contra a média de 2 vezes para outras construtoras sob cobertura do banco.

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