O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Primeiro pagamento de JCP reforça tese de que a estreante da bolsa pode se tornar uma das grandes pagadoras de dividendos; entenda

A BradSaúde (SAUD3) mal estreou na bolsa e já começou a alimentar uma tese que costuma atrair muitos investidores: a de se tornar a próxima vaca leiteira da B3, capaz de distribuir dividendos polpudos de forma recorrente.
O gatilho veio nesta semana, com o anúncio do primeiro pagamento de R$ 230 milhões em juros sobre capital próprio (JCP).
Embora o valor não seja expressivo, analistas enxergaram no movimento um sinal importante sobre a política de remuneração que a companhia pode adotar daqui para frente.
Na avaliação de analistas, a reorganização societária do grupo Bradesco criou uma estrutura mais eficiente — o que pode abrir espaço para um dividend yield robusto ao longo dos próximos anos.
À primeira vista, os proventos anunciados pela Bradsaúde nos últimos dias podem parecer modestos para uma companhia desse porte. Afinal, os JCP correspondem a R$ 0,0787 por ação.
Mas, para os analistas, o primeiro pagamento cumpre um papel simbólico importante.
Leia Também
Mais do que distribuir caixa, a BradSaúde mostra disposição para remunerar os acionistas logo após sua estreia na bolsa.
Para o Itaú BBA, o primeiro JCP funciona como uma sinalização de que a empresa pode caminhar para uma política recorrente de distribuição de resultados.
O principal catalisador do otimismo com os dividendos futuros da Bradsaúde está menos ligado ao anúncio desta rodada de JCP e mais ao potencial da estrutura criada com a reestruturação de ativos do Bradesco.
“Vemos o anúncio como positivo, pois o mercado tinha dúvidas sobre a capacidade da SAUD3 de pagar juros sobre capital próprio devido à sua estrutura societária complexa, que poderia gerar ineficiências fiscais”, diz o Santander.
Hoje, a Bradesco Saúde S.A. convive com uma carga tributária próxima de 40%.
Segundo analistas, ao utilizar a holding para distribuir JCP entre as empresas do grupo e, posteriormente, aos acionistas minoritários, a BradSaúde consegue capturar ganhos relevantes de eficiência tributária.
É justamente essa engenharia que leva algumas projeções a apontarem um dividend yield próximo de 10% ao longo dos próximos anos.
“Embora seja difícil quantificar o tamanho desse ganho, avaliamos que uma estrutura mais otimizada de JCP pode reduzir a alíquota efetiva de impostos e aumentar o retorno em caixa para os acionistas”, afirma o Itaú BBA.
Segundo estimativas do Santander, o volume anualizado de JCP pode alcançar aproximadamente R$ 920 milhões entre 2026 e 2027.
"Acreditamos que há espaço não só para pagamentos de JCP da BradSaúde aos acionistas minoritários, mas também da Bradesco Saúde S.A. para a holding, trazendo ganhos de eficiência tributária", afirmam os analistas.
Além da perspectiva de distribuição de dividendos, os analistas entendem que a ação SAUD3 continua negociando a múltiplos atrativos.
Nas contas do Santander, a BradSaúde é negociada a cerca de a 9,8 vezes os lucros estimados para 2026 e de 9,3 vezes o preço/lucro previsto para 2027.
Se considerado o efeito dos pagamentos de JCP, o valuation ficaria ainda mais barato, com a SAUD3 passando a negociar a 9 vezes o P/L para este ano e a 8,6 vezes o lucro de 2027.
“A BradSaúde opera um negócio resiliente e gerador de caixa, além de ser uma empresa com caixa líquido; na nossa visão, há potencial para revisões positivas de lucro à frente. Assim, acreditamos que a ação é uma boa forma de enfrentar a incerteza política e de juros”, avaliam os analistas do Santander.
Apesar do otimismo, os analistas lembram que a tese depende da capacidade da companhia de manter uma geração consistente de resultados.
O setor de saúde suplementar continua enfrentando desafios conhecidos, como a inflação médica, a necessidade de disciplina na precificação dos planos corporativos e as exigências regulatórias de capital impostas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Também existe a possibilidade de parte da geração de caixa ser direcionada para investimentos e expansão da operação, reduzindo o montante disponível para distribuição aos acionistas.
O IMPULSO DA GUERRA NAS RECEITAS
BALANÇO
AINDA PRECISA COMBINAR COM OS GREGOS
SANEAMENTO EM QUEDA
COMANDO EM NOVAS MÃOS
BOI CARO, CAIXA NO VERMELHO
LUZ AMARELA NO CRÉDITO
JÁ DEU PARA ACOSTUMAR?
NA MIRA DA AUTARQUIA
REAÇÃO AO RESULTADO
DÍVIDA AINDA MAIOR
"MOMENTO HISTÓRICO"
VAI TER QUE ESPERAR?
SD ENTREVISTA
VAI PESAR NO BOLSO?
MAIS PROVENTOS
PAROU DE PIORAR?
TODO TRIMESTRE, ELE FAZ TUDO SEMPRE IGUAL
MAIS UMA TEMPESTADE?
SD ENTREVISTA