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Depois de a Alphabet agradar os investidores na semana passada, agora foi a vez de mais duas big techs apresentaram o balanço do período entre abril e junho; confira os números
Meta e Microsoft mostram nesta quarta-feira (30) por que fazem parte do grupo das Sete Magníficas: as ações dispararam 12% e 9%, respectivamente, no after hours em Nova York, depois que as duas big techs divulgaram os resultados financeiros do segundo trimestre de 2025.
Motivos para a disparada dos papéis não faltaram. A Meta — dona do Facebook, do Whatsapp e Instagram — superou as expectativas para lucro e receita entre abril e junho e ofereceu uma perspectiva melhor do que o esperado para o terceiro trimestre.
Na mesma linha, a Microsoft também apresentou uma performance acima do projetado pelo mercado no quarto trimestre fiscal, encerrado em junho, graças à força da receita com a nuvem.
O resultado foi uma alta de 12,05% das ações da Meta no after hours em Nova York e um avanço de 9,27% da Microsoft por volta de 19 horas.
No segundo trimestre, a Meta registrou lucro líquido de US$ 18,34 bilhões, 36% acima do resultado obtido no mesmo período do ano anterior.
O lucro por ação (EPS, na sigla em inglês) da dona do Facebook foi de US$ 7,14 sobre receita de US$ 47,5 bilhões. A empresa registrou EPS de US$ 5,16 e receita de US$ 39,07 bilhões no mesmo período do ano passado.
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Analistas previam EPS de US$ 5,89 sobre receita de US$ 44,83 bilhões, de acordo com estimativas de consenso da Bloomberg.
A receita com publicidade chegou a US$ 46,5 bilhões, em comparação com a expectativa de US$ 44,07 bilhões.
Para o terceiro trimestre, a Meta prevê entre US$ 47,5 bilhões e US$ 50,5 bilhões em receita, bem acima dos US$ 46,2 bilhões estimados por Wall Street.
O segmento Reality Labs, no entanto, ainda está no vermelho, com prejuízo de US$ 4,5 bilhões, contra a expectativa de US$ 4,8 bilhões.
O anúncio dos resultados ocorre em meio à onda de gastos e contratações da Meta com inteligência artificial (IA).
Na semana passada, o CEO, Mark Zuckerberg, anunciou que Shengjia Zhao, ex-pesquisador da OpenAI — que ajudou a desenvolver o modelo ChatGPT da empresa — foi nomeado fundador e cientista-chefe do Laboratório de Superinteligência da Meta.
Assim como a Meta, a Microsoft também superou as projeções de lucro e receita do segundo trimestre.
A companhia anunciou lucro líquido de US$ 27,2 bilhões, o que representou um aumento de 24% sobre o mesmo período de 2024. O lucro ajustado foi de US$ 3,65 por ação, um aumento de 24%, sobre receita de US$ 76,4 bilhões. Analistas consultados pela FactSet esperavam ganho por ação de US$ 3,37 com receita de US$ 73,9 bilhões.
A receita do segmento de nuvem Inteligente, que inclui os negócios do Azure da Microsoft, atingiu US$ 29,8 bilhões. Analistas esperavam US$ 29,09 bilhões.
"A nuvem e a IA são a força motriz da transformação dos negócios em todos os setores e indústrias", afirmou o CEO da Microsoft, Satya Nadella, em um comunicado.
"Estamos inovando em toda a cadeia de tecnologia para ajudar os clientes a se adaptarem e crescerem nesta nova era e, neste ano, o Azure ultrapassou US$ 75 bilhões em receita, um aumento de 34%, impulsionado pelo crescimento em todas as cargas de trabalho."
O balanço da fabricante do Windows veio a público uma semana após a Alphabet, dona do Google, divulgar resultados melhores do que o esperado no segundo trimestre, impulsionados pelo forte crescimento da receita de nuvem.
A empresa também afirmou que está investindo US$ 10 bilhões adicionais em seu desenvolvimento de IA, elevando o total do ano de US$ 75 bilhões para US$ 85 bilhões.
Os investidores, no entanto, não ficaram mais aliviados com o aumento depois que o CEO Sundar Pichai reforçou que o volume de buscas cresceu dois dígitos no trimestre.
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