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E-commerce argentino mira setor B2B e promete aos empreendedores preços de atacado e descontos de até 50%

A semana começa com novidades para os empreendedores. O Mercado Livre (MELI34) lançou, nesta segunda-feira (22), sua nova plataforma B2B (Business to Business, voltada para empresas): o Mercado Livre Negócios.
A área novata da companhia disponibiliza compras e vendas por atacado e novas formas de fornecimento, colocando os negócios em contato com os seus fornecedores via e-commerce.
Com o projeto, o Mercado Livre busca atrair desde pequenos empreendedores até grandes empresas. Por isso, para se cadastrar, é preciso ter um CNPJ ativo.
Segundo o site do Mercado Livre Negócios, é possível ter uma conta pessoal e outra com CNPJ ou alterar uma conta pessoal para pessoa jurídica. As vantagens da nova plataforma, porém, ficarão disponíveis apenas para a conta de pessoa jurídica.
O e-commerce promete aos empreendedores condições exclusivas para compras com CNPJ, preços de atacado, variedade de produtos e agilidade nas entregas.
Roberta Donato, vice-presidente de Marketplace no Mercado Livre, afirma, em nota, que o lançamento “permite às empresas comprarem melhor e com descontos de até 50%”. A emissão de notas fiscais é garantida pela companhia argentina.
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Para saber se um produto está com preço de atacado, o usuário deverá procurar por uma etiqueta que indica o valor unitário ao comprar um grande número de produtos.
Já os membros vendedores têm custos de envio diferenciados para vendas no atacado. Esses mesmos donos de lojas podem adicionar contas colaboradoras para administrar o perfil do estabelecimento.
Atualmente, mais de 1,3 milhão de produtos com preços exclusivos para negócios são oferecidos no Brasil, segundo o Mercado Livre.
Quando o assunto é dinheiro, o Mercado Livre afirma que decidiu abraçar o segmento B2B porque ele é quase quatro vezes maior que o mercado B2C (Business to Consumer, voltado para o consumidor final) em volume de vendas. O dado é da Statista, plataforma global de dados e inteligência de negócios.
O Mercado Livre também enxerga as empresas como um público estratégico para o seu negócio, por terem um ticket médio mais alto (maior valor médio de compra), compras recorrentes, pedidos maiores e menores índices de devolução.
O anúncio do novo braço do e-commerce no Brasil acontece após a companhia, que luta contra o avanço da Shopee no país, ter lucro abaixo das projeções no segundo trimestre deste ano (2T25). Foi registrado, no período, um lucro líquido de US$ 523 milhões. Esse valor representa queda de 1,5% em relação a abril, junho e julho de 2024.
O Brasil é o quarto país a receber o Mercado Livre Negócios. Argentina, México e Chile ficaram à frente na fila de entrega.
Os testes da plataforma começaram em outubro de 2024. Desde então, o Mercado Livre Negócios acumulou 4 milhões de usuários habilitados para fazer compras no atacado na América Latina.
As categorias mais procuradas no sistema B2B são itens de escritório, tecnologia, alimentação, limpeza, mobiliário e peças automotivas.
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