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A compra da criptomoeda mais valiosa do mundo se tornou parte fundamental dos negócios da plataforma de cashback
O Méliuz (CASH3) fez mais uma aquisição de bitcoin (BTC) nesta quarta-feira (3), dando sequência à estratégia de apostar na criptomoeda mais valiosa do mundo para expandir os negócios.
Dessa vez foram adquiridos 9,01 bitcoins por US$ 1,01 milhão (R$ 5,51 milhões no câmbio atual). O preço médio foi de US$ 112.172 por ativo. Com a nova operação, o Méliuz passa a ter posse de 604,69 BTC, adquiridos a um preço médio de US$ 103.323.
A compra foi realizada a partir de recursos próprios originados pelo negócio operacional do Méliuz, com o excedente do caixa operacional mínimo mantido integralmente convertido em bitcoin.
Em nota, Israel Salmen, fundador e presidente do conselho de administração do Méliuz, afirma que a compra é importante para mostrar o potencial das operações da companhia fora do mercado de criptoativos.
“A compra foi realizada com recursos 100% originados pelo core business o que evidencia, mais uma vez, a importância da nossa operação, que integra a experiência de shopping, e-commerce e serviços financeiros.”
Em março deste ano, o Méliuz anunciou que mudaria sua estratégia de tesouraria para adquirir bitcoins como principal ativo estratégico da empresa. Desde então, tem focado em captar recursos para aumentar o volume da criptomoeda em tesouraria.
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Diferente da aquisição de hoje, as rodadas anteriores para comprar a criptomoeda mais valiosa do mundo foram feitas por meio de aumento de capital e ofertas follow-on.
A compra da criptomoeda mais valiosa do mundo se tornou parte fundamental dos negócios da plataforma de cashback.
No mês passado, o Méliuz fez a estreia de seus American Depositary Receipts (ADRs), negociados sob o ticker MLIZY no índice OTCQX da bolsa norte-americana.
Para os analistas do BTG, a tese do Méliuz como "Bitcoin Treasury Company" ainda está em seus estágios iniciais, sendo a nova listagem fundamental para o sucesso da nova estratégia ligada ao bitcoin.
Contudo, os analistas do banco não sabem se a negociação offshore "resolverá o problema [de fôlego no Brasil]", mas eles a veem como "uma tentativa na direção certa".
O potencial upside, se bem-sucedido, pode ser substancial quando comparado com empresas internacionais que seguiram o mesmo modelo, como Strategy (antiga MicroStrategy) e MetaPlanet.
Na visão do BTG, a listagem da plataforma de cashback nos EUA pode facilitar a entrada de aportes estrangeiros e impulsionar os volumes devido a oportunidades de arbitragem entre os dois mercados.
Esses fatores colocam a plataforma de cashback em semelhança com um investimento de capital de risco (venture capital).
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