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Com quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro, o Itaú (ITUB4) é a ação mais recomendada para o mês depois de mais um resultado forte; Embraer (EMBR3) aparece em segundo lugar

Retomando seu lugar no topo entre as ações mais recomendadas do mês depois de uma pausa de três meses fora do pódio, o Itaú Unibanco (ITUB4) foi coroado como a ação queridinha dos analistas para agosto, muito na esteira dos resultados do segundo trimestre, divulgados nesta terça-feira (5).
O banco, que teve quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas, reportou lucro líquido recorrente acima das expectativas do mercado, com uma rentabilidade que deixou os concorrentes privados comendo poeira mais uma vez. Você pode conferir os números abaixo.
Em segundo lugar, vem a Embraer (EMBR3), com três indicações.
Se o que não mata te faz mais forte, a ação poderia ter virado o Incrível Hulk em julho. No último mês, a fabricante de aviões sofreu graves solavancos com o anúncio de uma tarifa adicional de 40% dos EUA contra o Brasil. A alíquota se somaria aos 10% anunciados no chamado “Dia da Libertação”.
O alívio só veio quando o mercado viu as aeronaves da companhia entre os 694 itens que estariam isentos da sobretaxa adicional. O documento foi divulgado na última quarta-feira (30).
Passado o susto, a empresa conquista seu lugar no pódio com medalha de prata, na expectativa de que Donald Trump tenha realmente sossegado e mantenha a decisão de deixar os aviões da Embraer de fora da briga política com o governo Lula.
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Com medalha de bronze, cada uma com duas indicações, estão: BTG Pactual (BPAC11), Copel (CPLE6), Sabesp (SBSP3), Iguatemi (IGTI11) e Vivo (VIVT3).
Entendendo a Ação do Mês: todos os meses, o Seu Dinheiro consulta as principais corretoras do país para descobrir quais são as apostas para o período. Dentro das carteiras recomendadas, normalmente com até 10 papéis, os analistas indicam os três prediletos. Com o ranking nas mãos, selecionamos os que contaram com pelo menos duas indicações.
Carregando mais uma vez a expectativa de ser a grande estrela da temporada de resultados dos bancões, o Itaú não fez feio desta vez.
Seguindo o costume de servir bem para servir sempre, o banco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 11,5 bilhões entre abril e junho, acima das expectativas compiladas pela Bloomberg, que apontavam para R$ 11,369 bilhões.
O montante corresponde a um aumento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 3,4% contra o trimestre passado. O banco atribui o desempenho ao aumento da margem financeira com clientes, à elevação das receitas de seguros e ao aumento das receitas de prestação de serviços.
Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) somou 23,3%, alta de 0,9 ponto percentual (p.p) na base anual e de 0,8 p.p em relação ao primeiro trimestre de 2025.
A cifra também superou as projeções de rentabilidade média de 23,1% para o Itaú. Além disso, o resultado ficou bem à frente de outros grandes bancos privados, como o Santander e o Bradesco. Você pode conferir mais detalhes do resultado do bancão nesta reportagem.
O Itaú também aprovou o pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) de R$ 0,36 por ação. Com retenção de 15% de imposto de renda, o valor cai para R$ 0,30889 por ação. Segundo a empresa, o valor será pago no dia 29 de agosto. A partir do dia 19 deste mês, a ação passará a ser negociada ‘ex-direitos’.
Vale lembrar que, após essa data, as ações passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados. Então você pode optar por comprar a ação agora e ter direito aos dividendos ou esperar a data de corte e adquirir os papéis por um valor menor, mas sem o direito ao JCP.
Apesar de ter escapado da sobretaxa de 40%, a brasileira ainda enfrenta tarifas de 10% nas exportações de seus produtos para os norte-americanos, bem acima dos 0% com os quais a gestão se acostumou por décadas.
Mesmo assim, como a situação poderia ter sido bem pior, os analistas estão otimistas sobre o futuro da Embraer, que também divulgou ontem (5) resultados fortes referentes ao segundo trimestre de 2025. Você pode conferir os números aqui.
Na visão do Santander, a fabricante de aviões superou as expectativas do banco e o consenso de mercado especialmente devido a margens surpreendentes em todas as frentes, impulsionadas por um melhor mix de produtos e maior alavancagem operacional — ou seja, os custos fixos da empresa foram diluídos por uma receita maior.
Em outras palavras, a empresa conseguiu lucrar mais a cada real de receita. A margem Ebit (lucro antes de juros e impostos) ajustada da companhia atingiu 10,6% no período, a maior para um segundo trimestre nos últimos 10 anos, um salto de 1,4 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024.
O BTG Pactual também destacou esse como o principal destaque positivo. Veja as margens por divisão do negócio:
Para o Itaú BBA, o Ebit ajustado superou (e muito) as expectativas da casa, vindo 60% acima do consenso de mercado, a US$ 179,5 milhões no período, cerca de 40% acima do resultado do intervalo entre abril e junho de 2024.
Além da melhora das margens, esse impulso foi sustentado por preços melhores do que o esperado na divisão de jatos executivos.
“A surpresa positiva no segundo trimestre, somada à confiança da companhia de que as tarifas de importação dos EUA podem voltar a 0%, pode apoiar um segundo semestre melhor do que o previsto”, escreveram os analistas do banco em relatório.
Na teleconferência de resultados, a diretoria da empresa indicou que a rentabilidade deve continuar forte nos próximos trimestres, embora o segundo semestre possa concentrar alguns desafios graças às tarifas de Trump.
BTG, Santander e Itaú BBA recomendam a compra das ações EMBR3 — que ainda pode sofrer solavancos, mas a expectativa é que fique cada vez mais forte.
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