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Uma sequência de investigações e denúncias colocou o empresário sob escrutínio da Justiça. Entenda o que está em jogo
As investigações sobre os negócios de Nelson Tanure ganharam um novo capítulo. Após ser alvo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no caso da Alliança Saúde (ex-Alliar), o empresário agora enfrenta uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que alega suposto uso de informações privilegiadas em investimentos ligados à Gafisa (GFSA3).
A denúncia foi apresentada na última semana e coloca sob escrutínio investimentos realizados entre 2019 e 2020, período em que Tanure era acionista relevante da construtora e ocupava uma cadeira em seu conselho de administração.
O MPF defende que o empresário teria se valido de informações sigilosas para obter vantagem na aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa.
Ao Seu Dinheiro, o gabinete da Justiça Federal de São Paulo informou que o processo tramita em segredo. Inicialmente distribuído à 9ª Vara Criminal Federal, em sede de juiz de garantias, o caso foi posteriormente redistribuído para a 5ª Vara Criminal Federal da capital paulista.
Em nota enviada à reportagem, a defesa de Nelson Tanure afirmou que a denúncia segue o curso normal do processo judicial, que tramita sob sigilo, e que “por isso não será objeto de debate fora do âmbito judicial”.
A defesa também afirma que Tanure “tem décadas de experiência profissional no mercado de valores mobiliário e jamais havia sido acusado de qualquer prática suspostamente delitiva no contexto das empresas em que é ou foi acionista”.
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No centro da denúncia apresentada pelo MPF está a aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa, realizada entre 2019 e 2020, de acordo com informações publicadas na imprensa.
Segundo os investigadores, Tanure e o empresário Gilberto Benevides teriam praticado insider trading ao se beneficiar de informações relevantes e não públicas relacionadas à operação.
A acusação alega que os dois teriam promovido uma série de movimentações financeiras para inflar artificialmente o valor de mercado da Upcon.
O efeito prático disso seria aumentar a quantidade de ações da Gafisa — com direito a voto — que seriam entregues aos controladores da incorporadora como pagamento pela aquisição.
À época, Tanure ocupava posição estratégica na Gafisa como acionista relevante e conselheiro. Benevides, por sua vez, era o acionista controlador da Upcon e o principal responsável pelas negociações com a construtora.
O processo argumenta que Tanure teria recorrido a estruturas societárias envolvendo duas empresas sediadas em paraísos fiscais, além do fundo de investimento Singular Plus, com o objetivo de ocultar sua participação na Gafisa, de acordo com a denúncia.
Poucos dias antes da conclusão da compra, em fevereiro de 2020, o capital social da Upcon foi elevado em R$ 150 milhões. Segundo o processo, esse aporte impulsionou o valor de mercado da incorporadora em quase 1.400%.
Esse ponto é central para a acusação. O valor de mercado da Upcon determinaria quantas ações da Gafisa seriam repassadas aos seus controladores, já que a operação não envolveu desembolso de caixa: a aquisição foi feita por meio da emissão de ações.
Segundo as investigações, Tanure e Benevides teriam injetado recursos no capital social da Upcon justamente às vésperas da elaboração do laudo de avaliação, que seria concluído poucos dias depois. O objetivo, segundo o MPF, seria inflar o valuation da empresa e, assim, aumentar o número de ações da Gafisa a serem recebidas na operação, ainda de acordo com o noticiário.
Para viabilizar a operação, Benevides tomou um empréstimo junto à corretora Planner. As apurações indicam, no entanto, que os recursos teriam origem em Tanure, que teria utilizado o fundo Singular Plus para internalizar as garantias envolvidas no negócio.
Com essa estrutura, Tanure teria passado a deter os direitos creditórios sobre as ações da Gafisa que seriam emitidas para a aquisição da Upcon. Na prática, isso permitiria ao empresário ampliar seu poder dentro da construtora e exercer influência sobre as decisões de Benevides.
O MPF afirma que tudo isso teria acontecido sem o conhecimento dos demais acionistas da Gafisa.
Segundo os advogados de Nelson Tanure, a acusação apresentada pelo MPF “foge do escopo das regras que regem o procedimento penal”, uma vez que a CVM não teria apontado, até o momento, qualquer irregularidade na operação envolvendo a Upcon.
Além disso, o delegado da Polícia Federal responsável pela apuração também teria concluído que “não havia encontrado qualquer indício de suposta prática de crime”.
Em relação à alegação de que os demais acionistas da Gafisa não teriam conhecimento da transação, a defesa afirma que a operação foi “amplamente debatida” dentro da companhia e aprovada pela maioria dos investidores.
Em nota enviada ao Seu Dinheiro, Tanure diz ainda que “lastima a açodada denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal” e afirma estar confiante de que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo — que, segundo ele, “não foi ainda sequer aberto” — levando à improcedência das acusações.
Fontes próximas ao investidor inclusive avaliam que a denúncia, além de inepta, poderia estar prescrita.
A procuradoria pediu urgência na análise do caso, alegando que os envolvidos já ultrapassaram dos 70 anos, o que reduz pela metade o prazo de prescrição. Com isso, o prazo para a prescrição do caso de Tanure se encerraria em fevereiro de 2026.
Em paralelo, a defesa de Tanure tenta mudar o foro do processo. Os advogados pediram que o caso seja remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando possível conexão com as investigações envolvendo o Banco Master, segundo informações do jornal O Globo.
O pedido se baseia no fato de que a Planner — uma das empresas citadas na denúncia do MPF — integra o conglomerado do banco. Por esse motivo, os advogados argumentam que o processo deveria ser remetido ao STF.
“Os fatos materializados nessa persecução penal contemplam, entre outras pessoas físicas e jurídicas, os membros do Banco Master S/A, o próprio controlador Daniel Bueno Vorcaro e, ainda, a Master S.A. Corretora e a Trustee”, escreveram os advogados de Tanure.
O pano de fundo é uma decisão do ministro Dias Toffoli, que determinou a centralização, no STF, de todas as investigações relacionadas ao Banco Master e impôs sigilo total aos autos. A medida foi justificada pela possibilidade de envolvimento de pessoas com foro privilegiado.
Ainda que o caso específico de Tanure não envolva, até aqui, ninguém com foro no STF, a defesa do empresário argumenta que a aparente conexão com o caso Master exige a “remessa imediata desses autos àquela Suprema Corte, para apreciação da eventual conexão com os procedimentos lá em trâmite”.
É preciso lembrar que Tanure já afirmou diversas vezes que “não possui qualquer participação societária, influência ou vínculo com o Banco Master”, apesar de ter realizado uma série de operações com o banco ao longo dos últimos anos.
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