Petrobras (PETR4) volta à África com compra de bloco exploratório, e recebe R$ 1,65 bilhão após alta do petróleo; entenda os detalhes
Apesar dos anúncios, as ações da petroleira operam perto da estabilidade, acompanhando o movimento do petróleo no mercado externo

As ações da Petrobras (PETR4) começaram o dia em alta, embaladas pelo anúncio da manhã desta sexta-feira (6) da aquisição de uma participação em um bloco exploratório na Namíbia, marcando o retorno da estatal à África. Além de estar com as malas prontas para desembarcar no continente, a estatal informou ainda que vai receber R$ 1,65 bilhão por conta da alta do petróleo.
Segundo os documentos divulgados, a Petrobras comprou 42,5% de participação no Bloco 2613, localizado no offshore na Namíbia.
Já em relação ao valor recebido, a Petrobras informou que o R$ 1,65 bilhão é referente ao complemento de compensação firme (earnout) dos campos de Sépia e Atapu relativo ao exercício de 2025.
Apesar dos anúncios, as ações da petroleira registram leve queda no pregão de hoje, pressionadas pela desvalorização do petróleo.
Por volta de 12h, as ações PETR3 operavam estáveis, cotadas a R$ 39,28, enquanto PETR4 tinha leve queda de 0,03%, R$ 36,99.
Os preços do petróleo no mercado externo também operavam perto da estabilidade: o Brent, referência internacional, subiu 0,06%, a US$ 67,59, enquanto o WTI, referência para o mercado dos EUA, operava estável a US$ 63,29.
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A volta da Petrobras à África
Segundo comunicado divulgado ao mercado, a operação foi realizada em parceria com a TotalEnergies, que também comprou 42,5% e atuará como a operadora do bloco.
As participações foram adquiridas das companhias Eight Offshore Investment Holdings e Maravilla Oil & Gas.
Após a conclusão da transação, a Eight permanecerá com 5% do bloco, enquanto a Maravilla deixará o consórcio. Já a empresa estatal do governo da Namíbia, a Namcor Exploration and Production, deterá os 10% restantes.
O Bloco 2613 está situado na Bacia de Lüderitz e abrange uma área de aproximadamente 11 mil quilômetros quadrados ao longo da costa da Namíbia.
De acordo com a Petrobras, a operação está alinhada à estratégia de longo prazo voltada à diversificação do portfólio e à recomposição das reservas de petróleo e gás.
A estatal destacou ainda que o investimento faz parte da busca por novas fronteiras exploratórias e do fortalecimento de parcerias estratégicas com grandes players globais do setor.
A transação seguiu todos os trâmites de governança corporativa e está em conformidade com o Plano de Negócios 2026–2030 da petroleira.
A conclusão do negócio, no entanto, ainda depende do cumprimento de condições, incluindo aprovações governamentais e regulatórias, especialmente do Ministério da Indústria, Minas e Energia da Namíbia.
Pagamento pela alta do petróleo
Após o anúncio da aquisição, a Petrobras informou o pagamento bilionário que, segundo o documento, foi feito pelos parceiros dos blocos Sépia e Atapu. Em Sépia, contribuíram a TotalEnergies EP Brasil, a PETRONAS Petróleo Brasil e a QatarEnergy Brasil.
Já no campo de Atapu, os valores foram pagos pela Shell Brasil Petróleo e pela TotalEnergies EP Brasil.
De acordo com a estatal, os contratos preveem o pagamento de earnouts entre 2022 e 2032, sempre que o preço médio anual do petróleo tipo Brent superar US$ 40 por barril, limitado a US$ 70 por barril.
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