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Publicidades natalinas se tornaram quase obrigatórias na cultura televisiva brasileira durante décadas, e permanecem na memória de muitos; relembre (ou conheça) algumas das mais marcantes
O Natal mais uma vez se aproxima. Como é de costume, a temática já está presente na decoração de muitas lojas e estabelecimentos há algumas semanas, e peças publicitárias festivas surgem tanto nas mídias sociais quanto na televisão.
Tratando-se de publicidade, comerciais natalinos são uma marca registrada de final de ano no imaginário de muita gente.
Especialmente no período pré-internet ou mídias sociais, o impacto das publicidades veiculadas na televisão era gigantesco. Praticamente todos assistiam às mesmas, diariamente, sem a competição de diversas outras fontes pela atenção do público.
Nos dias de hoje, pode ser que os comerciais de Natal não tenham o mesmo impacto nas gerações mais novas. Mas qualquer pessoa que tenha nascido, pelo menos, até o início dos anos 2000 consegue lembrar de peças emblemáticas, marcantes.
Aqui, vamos propor uma viagem no tempo, selecionando algumas das principais publicidades de Natal que passaram pelos veículos de comunicação brasileiros nas últimas décadas – dos mais antigos aos mais conhecidos do público mais jovem.
Nem sempre os anúncios eram diretamente associados aos produtos comercializados pelas marcas. O objetivo era um awareness de marca, é claro, mas a essência também estava em promover o espírito natalino.
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É impossível falar de Natal sem falar dos comerciais da Coca-Cola, que marcaram gerações no mundo inteiro e, inclusive, poderiam render um artigo inteiro sozinhos.
Desde o início do século 20, a marca sempre investiu pesado na data festiva, com elementos que se consolidaram no branding: as caravanas de caminhões iluminados na rua, a música especial e as figuras dos ursos polares.
Aqui, vale deixar um espaço para as Casas Pernambucanas (hoje apenas Pernambucanas). Em 1967, a loja foi uma das pioneiras no formato de comercial de Natal para a televisão brasileira. Sucesso da época, a peça é considerada um marco da história da propaganda no país.
A extinta TVS (hoje SBT) transmitia vinhetas de Natal todos os anos, tornando-se uma marca do período festivo para quem viveu a época.
Os extintos bancos Nacional e Bamerindus investiam fielmente em anúncios de Natal, especialmente nas décadas de 1970 e 1980, com músicas que falavam exclusivamente do espírito natalino e desejando paz aos lares.
Aqui vale destacar que ambos os bancos eram referências em publicidade de forma geral (não só no Natal).
O jingle da caderneta de poupança do Bamerindus ainda é lembrado por muita gente. Já o Nacional ainda é associado ao patrocínio ao piloto Ayrton Senna, que usava um icônico boné azul com o seu logo – réplicas do boné são vendidas até hoje, como símbolo cultural.
A também extinta rede de lojas Mesbla era conhecida por suas imponentes campanhas de Natal, veiculadas especialmente nos anos 1990.
Nesta, de 1992, o destaque fica por conta da celebração de elementos de diversas culturas globais, fugindo da narrativa do “polo Norte” invocada por outras campanhas tradicionais.
Também nos anos 1990, um jingle da Sadia reverberou na cabeça de quem deixava a televisão ligada em casa durante a época de Natal. Nos comentários deste vídeo no YouTube, há quem diga cantá-lo até hoje.
A rede de lojas Leader ficou famosa por seu jingle ‘já é Natal na Leader Magazine’ especialmente nos anos 1990 e 2000.
A música segue com a marca até hoje, porém com um alcance de público muito mais modesto. Ao longo dos anos, a Leader sofreu com dívidas, fechou lojas e chegou à falência em abril deste ano – que foi revertida.
Pulando para os anos 2000, essa lembrança é mais voltada para os cariocas. Ou, pelo menos, para quem morava no Rio de Janeiro na época.
Por alguns anos, a rede de supermercados Guanabara tinha o cantor Leonardo como garoto propaganda – especialmente nos comerciais de Natal. Quem conhece, não consegue deixar de cantar junto.
Para encerrar, trazemos uma intersecção descontraída entre o mundo dos anúncios “tradicionais” e a revolução da internet.
Em 2011, uma publicidade natalina despretensiosa feita para uma padaria de Codó, no interior do Maranhão, viralizou online em todo o Brasil. O estilo simples e autêntico chamou a atenção do público millenial, que logo tratou de transformá-lo em meme.
Até hoje, ainda é possível encontrar alguém usando o bordão “chega a manteiga derrete”, em algum lugar do Instagram ou do X (antigo Twitter).
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