O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
CEO da companhia afirma gerar 12,5 mil empregos no país, e oferece investir mais US$ 1 bilhão; Lockheed Martin é vista como obstáculo

O presidente da Embraer (EMBR3), Francisco Gomes Neto, decidiu assumir pessoalmente o comando da tentativa de escapar do tarifaço imposto por Donald Trump, e não tem poupado esforços para isso.
Desde que o governo dos EUA anunciou a elevação da alíquota sobre produtos brasileiros de 10% para até 50%, Gomes Neto já se reuniu com três secretários norte-americanos: Howard Lutnick (Comércio), Scott Bessent (Tesouro) e Sean Duffy (Transportes).
Além disso, o executivo manteve diálogo com um assessor de Jamieson Greer, representante do USTR, o escritório do representante de comércio dos EUA.
Em entrevista ao Valor Econômico, o CEO revelou que também tem contado com o apoio de grandes clientes, como a American Airlines.
"Já disse que virei CTO (Chief Tariff Officer). Não faço outra coisa", afirmou.
A sigla costuma se referir ao diretor de tecnologia (Chief Technology Officer), mas Gomes Neto fez um trocadilho para mostrar como mudou de função: trocou os temas de inovação e produto por uma rotina dedicada exclusivamente a tentar reverter as tarifas impostas pelos EUA.
Para convencer as autoridades norte-americanas, a Embraer tem reforçado seu impacto econômico no país.
Ao apresentar os dados da companhia, o executivo ressaltou que a Embraer gera hoje 2,5 mil empregos diretos nos EUA e que os fornecedores empregam outros 10 mil, com presença em mais de 30 estados. A base mais importante é na Flórida, onde a empresa está há 45 anos.
Leia Também
Ele também afirmou que a empresa planeja investir até US$ 1 bilhão no país nos próximos cinco anos, sendo parte disso em uma nova fábrica caso o cargueiro militar KC-390 seja comprado pelo governo dos EUA.
Além dos empregos, a companhia reforça que pretende comprar US$ 21 bilhões em equipamentos norte-americanos até 2030, o que geraria um superávit de US$ 8 bilhões para os EUA.
Segundo Gomes Neto, “só a Embraer vai comprar mais do que a British Airways vai pagar à Boeing”. A declaração é uma referência ao recente acordo entre Reino Unido e EUA.
"Se a gente olhar os acordos fechados até agora, a aviação voltou para a alíquota zero. Japão e Europa conseguiram isso. É o que defendemos também”, afirmou o executivo ao Valor Econômico.
A aeronave KC-390, porém, é considerada um ponto sensível nas negociações.
O cargueiro militar da Embraer concorre diretamente com o C-130 Hércules, fabricado pela norte-americana Lockheed Martin, uma das gigantes do setor de defesa nos EUA.
“Concorrente não gosta que a gente venda. Mas nosso avião é mais moderno, mais rápido, carrega mais carga e tem motorização a jato. Há espaço para os dois”, disse o CEO.
Apesar da resistência, Gomes Neto afirmou que fornecedores norte-americanos do KC-390 estão atuando ativamente para manter as negociações abertas. De acordo com o executivo, mais da metade do custo do KC-390 vem de fornecedores norte-americanos.
Ele ainda afirmou que, caso os EUA confirmem a compra do cargueiro brasileiro, a Embraer promete instalar uma nova fábrica no país, com investimento adicional de US$ 500 milhões e geração de 2 mil empregos diretos.
Com isso, os aportes totais da empresa no mercado americano podem chegar a US$ 1 bilhão até 2030.
A projeção da companhia, disse o executivo, é encerrar a década com mais de 17 mil postos de trabalho diretos e indiretos gerados no país.
Diante do novo cenário, a companhia intensificou sua atuação também junto ao governo brasileiro.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, é citado por Gomes Neto como um dos principais articuladores da proposta em discussão. A ideia é evitar medidas precipitadas de retaliação e insistir na via diplomática.
Além disso, a Embraer também atua no Fórum de CEOs Brasil-EUA, grupo que reúne empresas como Suzano, Weg, JBS, Stefanini e Citrosuco. O objetivo é elaborar uma proposta conjunta ao governo norte-americano que ajude a fortalecer o comércio bilateral, especialmente diante da aproximação de outras potências.
Na última semana, o secretário norte-americano Howard Lutnick afirmou que não há previsão de adiar o início da cobrança, o que reduz as chances de uma trégua de última hora. Mesmo assim, o CEO segue otimista.
“Tivemos um trimestre espetacular. Ainda temos esperança de fazer o melhor ano da história da empresa”, disse Gomes Neto.
SD ENTREVISTA
BALANÇO DO 2T26
PESSIMISMO
REAÇÃO AO RESULTADO
FUTURO PROMISSOR
PRÉVIA DO BALANÇO
PROVENTOS
NEM SOL, NEM VENTO
CORRIDA TECNOLÓGICA
OPA COM PERMUTA
Conteúdo BTG Pactual
Conteúdo Empiricus
VEJA O CONTEXTO
DEIXANDO A B3
REDES SOCIAIS
BRASIL OU ESPANHA?
PRESSÃO NO CAIXA
E AGORA?
BALANÇO
OFERTA NA MESA