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Investidores seguem atentos à disparada dos investimentos em IA — uma fonte de preocupações entre as gigantes de tecnologia

Os investidores estavam à flor da pele com os resultados da SpaceX — essa é a primeira vez que a fabricante de foguetes de Elon Musk encara Wall Street com resultados trimestrais desde que abriu capital. E havia motivo para tanta apreensão: as ações SPCX caíram 16% desde o IPO, retirando cerca de US$ 500 bilhões do valor de mercado da companhia.
Entre abril e junho deste ano, a SpaceX teve um prejuízo líquido de US$ 541 milhões, uma redução com relação às perdas anteriores, de US$ 1 bilhão. A receita, por sua vez, somou US$ 7,8 bilhões, acima do consenso de US$ 6,9 bilhões obtido pela Bloomberg e um aumento de 92% com relação ao obtido no primeiro trimestre.
A maior parte da receita da SpaceX no ano, e sua única fonte de lucro, veio do segmento de conectividade, que consiste no serviço de internet via satélite Starlink. O Starlink é vendido diretamente para consumidores, assim como para agências governamentais e militares.
"O crescimento da receita acelerou em todos os nossos segmentos de negócios e entregamos forte alavancagem operacional, com uma expansão significativa da margem liderada pelos nossos novos acordos de computação de IA [inteligência artificial]", disse o CFO da SpaceX, Bret Johnsen, no comunicado com os resultados.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa também superou as projeções: US$ 3,5 bilhões contra o consenso esperado de US$ 2 bilhões.
Mesmo com esse desempenho, as ações SPCX chegaram a cair 5% no after hours em Nova York. No pregão regular, os papéis subiram 9,53%, cotados US$ 125,44 — o melhor dia da ação desde 15 de junho, quando subiu 20%. Ainda assim, os papéis estão abaixo do preço de US$ 135 do IPO.
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A unidade espacial da SpaceX registrou prejuízo operacional de US$ 542 milhões no segundo trimestre de 2025, enquanto a unidade de IA teve um prejuízo de US$ 1,26 bilhão no período.
No ano passado, a SpaceX perdeu US$ 4,9 bilhões, em grande parte devido a investimentos massivos em infraestrutura de inteligência artificial.
A empresa se fundiu com a xAI de Musk em fevereiro, afirmando na época que a visão era construir data centers no espaço. Mas, até mesmo o negócio de lançamentos, que conta com grandes contratos da Nasa, está perdendo dinheiro.
Outro ponto de atenção dos investidores é o investimento. A SpaceX informou que o gasto em capex no segundo trimestre foi de US$ 18,37 bilhões, ligeiramente abaixo das estimativas de US$ 18,58 bilhões.
A preocupação com as grandes exigências de capital da SpaceX e de outras empresas de tecnologia como Oracle, Alphabet e Meta é que os investimentos em infraestrutura de IA não gerarão um retorno saudável, dado o nível de caixa exigido.
No caso da SpaceX, o investimento em IA disparou para US$ 15,8 bilhões, comparado a US$ 7,7 bilhões no primeiro trimestre.
Com os recursos do IPO recorde da SpaceX, a empresa agora conta com caixa e equivalentes a US$ 93,5 bilhões antes os US$ 24,7 bilhões no final do primeiro trimestre.
Enquanto isso, os contratos de locação de dívida e financiamento da SpaceX agora totalizam US$ 36,8 bilhões, um aumento em relação aos US$ 22 bilhões três meses antes.
A SpaceX informou ainda que a Starlink agora tem 12 milhões de assinantes, o dobro em relação ao ano anterior e um aumento de 17% em relação ao primeiro trimestre.
A receita média por usuário foi de US$ 66, a mesma do último trimestre, mas uma queda em relação aos US$ 85 do ano anterior.
Além dos resultados, a SpaceX anunciou nesta terça-feira (4) uma parceria com a Nvidia para projetar a carga útil Starmind AI-1, que trará a "computação de classe de data center" para a órbita.
A parceria utilizará as GPUs Rubin e CPUs Vera da Nvidia, além de aumentar a capacidade máxima de computação por satélite da SpaceX para 250 kW.
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