É o fim da linha para a Oi (OIBR3)? Operadora pede que justiça avalie insolvência
A manifestação da Oi foi solicitada pela juíza Simone Chevrand que, no mês passado, adiou em dez dias a decisão sobre dar continuidade ao processo de recuperação judicial da companhia ou se optaria pela liquidação do grupo

O ditado diz que há luz no fim do túnel, mas para a Oi (OIBR3) a insolvência pode ser a única saída depois que a operadora enviou uma manifestação na sexta-feira (7) à 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre o processo de recuperação judicial da companhia.
A petição foi feita de forma conjunta com o interventor nomeado para assumir a Oi após o afastamento da diretoria e do conselho de administração, acusados de esvaziar o patrimônio da companhia.
No documento, a operadora diz que o possível estado de insolvência pode ser caracterizado por fatores variados:
- Impossibilidade de arcar com o pagamento de todas as dívidas que ficaram de fora do processo;
- Descumprimento do plano de recuperação em vigor;
- Incapacidade de promover medidas para reanimar o seu fluxo de caixa.
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A manifestação da Oi foi solicitada pela juíza Simone Chevrand que, no mês passado, adiou em dez dias a decisão sobre dar continuidade ao processo de recuperação judicial da companhia ou se optaria pela liquidação do grupo.
Se a liquidação acontecer, os últimos ativos da Oi serão vendidos para o pagamento de dívidas — um dos mais importante é a Oi Soluções, especializada em serviço de TI para empresas.
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A Oi entrou em recuperação pela primeira vez em 2016, com R$ 65 bilhões de dívidas, e agora enfrenta a segunda recuperação, com mais de R$ 15 bilhões em débitos.
Recentemente, a operadora apresentou o pedido de mudanças no plano de recuperação para flexibilizar os acordos com credores, o que não chegou a ser apreciado.
Em paralelo, a Oi se articulou para abrir um novo processo de recuperação nos Estados Unidos, também sem sucesso.
De acordo com o 29º relatório mensal de atividades apresentado pelos administradores judiciais em 10 de outubro de 2025, a venda de ativos continua sendo uma das principais fontes de liquidez do grupo.
Em fevereiro de 2025, a UPI ClientCo — que reúne a operação de fibra óptica da Oi — foi vendida à V.tal e BGC Fibra por R$ 5,68 bilhões.
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No mesmo mês, a UPI TV por Assinatura foi alienada à Mileto Tecnologia. A carta de arrematação dessas operações foi expedida em maio de 2025, consolidando a entrada de recursos para amortizar parte das dívidas.
Mesmo assim, o grupo ainda depende de financiamentos emergenciais (DIP) e da emissão de novas dívidas, como as Notas Roll-Up e a Dívida Participativa, criadas para reestruturar passivos com credores nacionais e internacionais.
Segundo o relatório, a administração judicial mantém o acompanhamento das contas e reconhece que a Oi segue em situação “delicada e de alto risco operacional”, dependendo de novas autorizações judiciais e negociações para preservar suas atividades e evitar a falência.
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