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Segundo o documento, os recursos obtidos também serão destinados para reperfilamento do passivo de outras emissões de debêntures ou para reforço de caixa
A Casas Bahia (BHIA3) vai emitir até R$ 3,9 bilhões em debêntures, uma medida para reforçar sua mudança de estrutura de capital, mostra documento enviado ao mercado na noite da última sexta-feira, 12.
Desde 2023, a companhia vem passando por um processo de reestruturação, que promete diminuir as dívidas, uma das principais pedras no sapato de varejistas em meio aos juros altos.
Segundo o documento, os recursos obtidos, se houver, também serão destinados para reperfilamento do passivo de outras emissões de debêntures ou para reforço de caixa.
Porém, as Casas Bahia ressaltou que a realização e implementação da oferta dependem de diversos fatores alheios ao controle da companhia e de sua administração, "incluindo, mas não se limitando, a efetiva aprovação das matérias relativas ao reperfilamento das debêntures da 10ª emissão”.
Em novembro, o conselho da varejista aprovou a antecipação da janela de conversão das debêntures da 2ª série da 10ª emissão, permitindo que os títulos sejam transformados em ações já a partir deste mês.
Além disso, aprovaram ainda a postergação do pagamento de juros das debêntures da 1ª série, com a nova data definida para novembro de 2027. O cronograma de amortização das debêntures da 1ª série também passou por modificação.
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A parcela prevista para novembro de 2026 deixa de ser amortizada. Já a parcela de novembro de 2027 passa de 11,11% para 20% do valor. As amortizações de novembro de 2028 e novembro de 2029 permanecem em 25% e 100%, respectivamente.
O acordo com credores para antecipar a conversão de dívidas em ações — que permitirá a redução da alavancagem pela metade — surpreendeu a Casas Bahia, mas foi bem recebido pela empresa.
Segundo Gabriel Succar, diretor de Relações com Investidores (RI), o movimento tem potencial de destravar valor em aspectos importantes para a trajetória de transformação que tem sido trabalhada desde 2023.
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