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SALDO NEGATIVO

Casas Bahia (BHIA3) amplia prejuízo para R$ 496 milhões no terceiro trimestre, mas vendas sobem 8,5%

O e-commerce cresceu 12,7% entre julho e setembro deste ano, consolidando o quarto trimestre consecutivo de alta

Money Times
12 de novembro de 2025
20:10
Fachada da loja Casas Bahia, rede pertencente à Via (VIIA3)
Casas Bahia é uma das redes de lojas operadas pela Via (VIIA3) - Imagem: Shutterstock

A Casas Bahia (BHIA3) registrou prejuízo líquido de R$ 496 milhões no terceiro trimestre de 2025, um aumento das perdas em relação aos R$ 369 milhões do mesmo período do ano passado. Apesar do resultado negativo, a companhia mostrou melhora operacional, com crescimento nas frentes de receita.

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O volume bruto de mercadorias (GMV) — uma métrica importante para o varejo — consolidado subiu 8,5% ante o terceiro trimestre de 2024, para R$ 10,5 bilhões, um acréscimo de R$ 825 milhões. No acumulado do ano, a alta chega a R$ 2,5 bilhões sobre o ano anterior, impulsionado pelas categorias principais.

As lojas físicas avançaram 5,9% em GMV e 7,8% em vendas nas mesmas lojas. O e-commerce cresceu 12,7%, quarto trimestre consecutivo de alta, com destaque para o 1P online (+9,2%), o melhor desempenho em 15 trimestres, e o 3P (+17,7%), cuja receita aumentou 19%, com take rate de 13,2%.

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A margem bruta foi de 30,0% (vs. 31,6% no 3T24), enquanto o SG&A (sigla para vendas, gerais e administrativa) recuou 2,4 p.p., para 22,5% da receita líquida. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 587 milhões, alta de 19,6%, com margem de 8,5% (+0,8 p.p.), e o EBIT cresceu 57%, para R$ 282 milhões, com margem de 4,1%.

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A companhia encerrou o trimestre com R$ 3,0 bilhões em liquidez, fluxo de caixa livre positivo de R$ 488 milhões e queda de 72% nas demandas trabalhistas, que somaram R$ 55 milhões. A monetização de tributos atingiu R$ 163 milhões no trimestre e R$ 862 milhões no acumulado do ano.

A carteira de crediário totalizou R$ 6,2 bilhões, alta de 8,1%, com inadimplência de 8,4% e perda líquida de 4,5%. O crediário representou 27% das vendas em lojas físicas e 8% nos canais digitais.

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