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A operação faz parte da estratégia de expansão do banco na América Latina, que representa cerca de 12% da receita do BTG. O negócio ainda precisa ser aprovado pelos órgãos reguladores

O BTG Pactual (BPAC11) anunciou, na manhã desta segunda-feira (28), um novo passo em sua expansão na América Latina: a aquisição da operação do HSBC no Uruguai por US$ 175 milhões (R$ 973 milhões, na cotação atual do dólar).
No fim de 2024, o HSBC Uruguai contabilizava US$ 191 milhões em capital total, sendo US$ 144 milhões em equity e outros US$ 47 milhões em instrumentos adicionais de capital. A instituição mantinha ainda uma carteira de crédito de US$ 1,1 bilhão e ativos totais de US$ 1,8 bilhão.
A América Latina representa cerca de 12% da receita do BTG, que tem bancos no Chile e Colômbia, além de corretoras no México e Argentina.
A conclusão da transação ainda depende do cumprimento de certas condições precedentes, incluindo a aprovação de órgãos reguladores — entre eles, o Banco Central do Brasil.
O objetivo é levar ao Uruguai toda a engrenagem do BTG Pactual. A expansão inclui a gestão de fortunas, a plataforma de varejo, crédito corporativo e investimentos, com produtos e serviços também para empresas de todos os portes.
O país vizinho, conhecido pelo ambiente fiscal amigável, atrai clientes de alta renda de toda a América Latina. Para a gestão do BTG esse cenário abre um leque de oportunidades para a área de wealth management.
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"A aquisição do HSBC no Uruguai é parte importante da nossa estratégia de internacionalização e fortalece nossa presença na região”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.
A operação no Uruguai ficará sob o comando do sócio Rodrigo Goes, que já lidera a atuação do BTG Pactual em outros mercados latino-americanos.
“Acreditamos que há uma sinergia entre os países que ajudará a fortalecer o ambiente de negócios do continente e também estaremos atentos às particularidades do mercado uruguaio”, diz Goes.
Esse é mais um passo do BTG Pactual rumo à expansão internacional. No ano passado, o banco iniciou a aquisição do M.Y. Safra, com sede nos Estados Unidos, para reforçar a oferta de serviços voltados a clientes latino-americanos — especialmente em praças estratégicas como Miami e Nova York, onde já mantém escritórios.
Mais recentemente, o banco também fincou bandeira na Europa com a criação do BTG Pactual Europe, após a aquisição do FIS Privatbank, de Luxemburgo. A operação reforça sua presença no continente, que já inclui unidades em Portugal, Espanha e Reino Unido.
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