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Um dos pontos que entrou no radar dos analistas é a renovação do contrato de exclusividade com o Banco do Brasil, que vence em 2033, mas não é o único

A BB Seguridade (BBSE3) é uma das queridinhas dos investidores quando o assunto é dividendos, mas, assim como seu controlador, o Banco do Brasil (BBAS3), a seguradora também foi atingida em cheio pela crise do agronegócio, que derrubou os prêmios.
Como resultado, analistas veem o papel em um cenário mais desafiador para os próximos trimestres — tão ruim que fez o JPMorgan rebaixar a ação de neutra para venda. O preço-alvo também foi cortado de R$ 40 para R$ 34. Na bolsa, o papel reagia com queda de 2,40%, a R$ 33,52.
De acordo com os analistas, o crescimento dos prêmios continuará fraco em 2026 e 2027. Trimestre a trimestre, a BB Seguridade vem registrando quedas nos prêmios emitidos pela Brasilseg, que recuaram mais 14,8% na terceira etapa do ano. Os segmentos agrícolas (-57,1%) e vida produtor rural foram os principais vilões.
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Como se não bastasse, o JPMorgan também vê a queda da Selic — a taxa básica de juros — pressionando as receitas. Atualmente, os juros estão em 15% ao ano.
Nos cálculos dos analistas, cada corte de 1 ponto percentual na Selic representa um impacto negativo de aproximadamente R$ 100 milhões nos lucros. Isso significa redução de 1% e de 2% a 3% no LPA (lucro por ação) em comparação com o cenário atual em 2026 e 2027.
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Outro ponto que entrou no radar dos analistas é a renovação do contrato de exclusividade com o Banco do Brasil, que vence em 2033.
Para o JPMorgan, os comentários da atual administração do BB sobre uma futura renovação e a parceria com o braço de seguros têm sido, em princípio, positivos. No entanto, as negociações não parecem avançar no curto prazo.
“Não vemos pressa por parte do Banco do Brasil ou da BB Seguridade em relação à renovação de seus contratos, o que, em nossa opinião, mantém uma pressão negativa sobre as ações”, afirmam os analistas.
Outro problema são as eleições, que podem atrasar ainda mais as discussões e deixar o prazo apertado.
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Apesar do cenário difícil, os analistas Guilherme Grespan, Yuri R. Fernandes e Fernanda Sayao veem rendimento de dividendos atraente de 11%.
Porém, isso não é suficiente para manter o papel na carteira. O trio aponta que, caso não haja renovação de contrato com o BB após 2033, esse rendimento cairia para o equivalente a 8%, em comparação com uma empresa perpétua.
“Adicionando o crescimento do LPA (ou contração, no caso de 2026) aos dividendos, o carry total não deve ser suficiente para cobrir o custo do capital próprio nos próximos dois anos”, dizem.
Embora o JPMorgan avalie que a maior parte da fraca originação de crédito no agronegócio nos últimos dois anos se deva a razões cíclicas no Banco do Brasil, o banco questiona se não estamos testemunhando uma mudança estrutural.
“Notavelmente, ao analisarmos o volume de financiamento de agricultores em um conceito mais amplo — além dos empréstimos bancários —, acreditamos que a participação de mercado do Banco do Brasil no setor caiu de 55% em 2020 para cerca de 30% atualmente.”
Hoje, o agronegócio é, de longe, o produto mais relevante da BBSE, representando mais de um terço das operações de crédito.
“Embora a BBSE esteja preparando novos produtos para serem vendidos em instrumentos de financiamento alternativos e o banco também tenha parceiros além do BBAS, não acreditamos que a penetração desses produtos será tão alta quanto a observada nos empréstimos bancários tradicionais.”
Ou seja, as vendas de seguros da BB Seguridade ainda dependem do BB, enquanto a perspectiva continua desafiadora.
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