Azul (AZUL4) dá sinal verde para aporte de American e United, enquanto balanço do 3T25 mostra prejuízo mais de 1100% maior
Em meio ao que equivale a uma recuperação judicial nos EUA, a Azul dá sinal verde para acordo com as norte-americanas, enquanto balanço do terceiro trimestre mostra prejuízo ajustado de R$ 1,5 bilhão

A Azul (AZUL4) anunciou um passo importante em seu processo de reestruturação na noite de ontem (14). Em reunião extraordinária, o conselho de administração da companhia deu sinal verde para dois acordos de Equity Agreement com a American Airlines e United Airlines em meio ao processo de Chapter 11, equivalente a uma recuperação judicial aqui.
Na prática, esses acordos autorizam as duas aéreas norte-americanas a colocarem dinheiro na Azul em troca de participação acionária. Esses contratos fazem parte das negociações amplas com credores, reforçando o caixa, melhorando a liquidez e ajudando a reduzir as incertezas.
Além da aprovação dos acordos, o conselho também autorizou a administração a assinar todos os documentos e tomar as providências necessárias para implementar os aportes.
A aérea entrou com pedido voluntário de Chapter 11 nos Estados Unidos no final de maio deste ano. A intenção foi negociar dívidas bilionárias com credores e buscar um aporte de capital.
- VEJA TAMBÉM: Revolução ou bolha? A verdade sobre a febre da Inteligência Artificial - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
A Azul também divulgou o balanço do terceiro trimestre de 2025
A companhia reportou um prejuízo ajustado de cerca de 1141% maior do que no mesmo período do ano passado, de R$ 1,5 bilhão.
A alavancagem, relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), chegou ao final do período em 5,1x, ante relação de 4,9 vezes no trimestre anterior. No mesmo período de 2024, esse item foi de 4,4 vezes.
Leia Também
No final de outubro, a Azul divulgou seu plano de negócios atualizado no âmbito do Chapter 11, e o documento indicava redução da alavancagem para 2,5 vezes até fevereiro de 2026, levando-a a sair do processo de recuperação judicial.
No balanço do terceiro trimestre, a Azul explicou que o índice de alavancagem do trimestre se deve, principalmente, à valorização do real frente ao dólar neste ano, o que impactou a dívida firmada em dólar.
Além disso, a companhia afirmou que a linha foi impactada também por R$ 6 bilhões de dívida usados no trimestre como parte do seu plano de reestruturação. Em comparação aos três meses imediatamente anteriores, a dívida bruta da empresa cresceu R$ 2,9 bilhões, totalizando R$ 37,3 bilhões.
No período, o combustível de aviação, principal custo operacional, reduziu 8,3%, totalizando R$ 1,3 bilhão, principalmente devido à redução de 13,2% no preço por litro.
O Ebitda, já apresentado pela empresa em outubro junto com o plano de negócios, foi de R$ 1,9 bilhão, 0,9% abaixo do previsto no plano de recuperação anterior, divulgado em julho.
Já a receita operacional alcançou R$ 5,7 bilhões, 1,7% menor do que a previsão da própria Azul.
No balanço, no entanto, a empresa celebrou esta linha, afirmando que ela atingiu um recorde histórico, aumentando 11,8% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente por um ambiente de demanda recorrente e saudável, combinado com as mudanças que fizeram na malha, além de um forte desempenho das unidades de negócios e receitas auxiliares.
Em meio à recuperação judicial, a Azul comunicou que vai ampliar a malha aérea a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, o principal hub da companhia, durante a alta temporada de verão 2025/2026. A empresa deve operar mais 460 voos no período.
Com Money Times
O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS