O pior ainda não passou para a Americanas (AMER3)? Lucro cai 96,4% e vendas digitais desabam 75% no 3T25
A administração da varejista destacou que o terceiro trimestre marca o início de uma nova fase, com o processo de reestruturação ficando para trás
A Americanas (AMER3) mostrou no terceiro trimestre de 2025 forte retração nas operações on-line e o impacto da normalização de efeitos contábeis que haviam inflado o lucro no ano anterior, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (12).
O volume bruto de vendas (GMV) — uma métrica fundamental para o varejo — somou R$ 167 milhões, uma queda de 74,6% em relação ao mesmo período de 2024. Em contrapartida, o GMV físico ficou praticamente estável em R$ 3,4 bilhões. No consolidado, o GMV total caiu 11,6%, para R$ 3,7 bilhões.
A receita líquida totalizou R$ 2,7 bilhões, recuo de 1% na base anual, enquanto o lucro bruto diminuiu 9,2%, com margem bruta de 29,1% — queda de 2,7 pontos percentuais em relação a um ano antes.
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O lucro líquido da Americanas despencou 96,4%, para R$ 367 milhões, refletindo a ausência de ganhos contábeis não recorrentes observados no terceiro trimestre de 2024, quando a empresa registrou efeitos extraordinários ligados ao haircut de dívidas de fornecedores e à recuperação judicial.
Apesar do tombo no lucro líquido, o Ebitda ajustado avançou 152,7%, para R$ 561 milhões, indicando melhora operacional após a exclusão dos efeitos extraordinários.
Uma nova fase para a Americanas?
Na mensagem que acompanha o balanço, a administração da Americanas destacou que o terceiro trimestre marca o início de uma nova fase, com a companhia deixando para trás o processo de reestruturação e voltando a concentrar esforços na operação de varejo.
A varejista afirmou ter ampliado parcerias com fornecedores, reforçado o programa de fidelidade Cliente A e acelerado a oferta de serviços financeiros, o que contribuiu para o avanço das vendas em mesmas lojas e o crescimento de mais de 50% da plataforma financeira nos nove primeiros meses do ano.
A Americanas também ressaltou ganhos de eficiência operacional e uso crescente de tecnologias e inteligência artificial para otimizar a cadeia de suprimentos, logística e planejamento de abastecimento.
“Seguimos conduzindo uma virada de negócio responsável, que aponta para um futuro sustentável para todos os stakeholders”, afirmou a administração.