Ambipar (AMBP3) perde avaliação de crédito da S&P após calote e pedidos de proteção judicial
A medida foi tomada após a empresa dar calote e pedir proteção contra credores no Brasil e nos Estados Unidos, alegando que foram descobertas “irregularidades” em operações financeiras
Em meio à crise da Ambipar (AMBP3), a agência de classificação de risco S&P Global Ratings decidiu abandonar o barco e anunciou, nesta quarta-feira (3), que deixará de avaliar e acompanhar todas as notas de crédito da empresa.
A medida foi tomada após a companhia dar calote e pedir proteção contra credores no Brasil e nos Estados Unidos.
Em setembro, quando começaram a aparecer os primeiros sinais de que algo não ia bem na Ambipar, a agência chegou a rebaixar a nota de crédito para nível de calote e também removeu todos os ratings da empresa do status de observação com implicações negativas.
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Na época, a Ambipar havia pedido proteção judicial contra credores, no Brasil e nos EUA, alegando que foram descobertas “irregularidades” em operações financeiras, especialmente envolvendo derivativos atrelados a “green bonds”.
Já em outubro, a companhia avançou para um pedido formal de recuperação judicial nos dois países. Com isso, a S&P optou agora por retirar definitivamente as avaliações de risco da empresa, segundo o anúncio desta manhã.
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De saída da Ambipar (AMBP3)
A Ambipar ainda confirmou, na noite da última segunda-feira (1), a demissão de 35 diretores e gestores, após identificar “falhas graves na execução das melhores práticas de governança e gestão de riscos”.
Em outras palavras, a empresa admitiu ao mercado que está diante de uma falha estrutural de governança — e apresentou um plano de reconstrução para os próximos meses.
O anúncio veio em resposta a questionamentos da B3, e, segundo a Ambipar, as irregularidades foram identificadas por meio do “monitoramento contínuo e avaliações periódicas” das estruturas de risco.
O diagnóstico levou à demissão quase completa da área responsável pelos controles internos, incluindo diretores globais e gestores-chave. Os desligamentos atingiram o departamento jurídico, RH, área tributária, financeira, relações com investidores, integração e controladoria corporativa.
A empresa também destacou que a estrutura onde as falhas foram detectadas estava sob responsabilidade direta do ex-diretor financeiro (CFO), João de Arruda.
Pouco após o início da crise na Ambipar, a empresa passou a apontar Arruda como a figura central que levou à deterioração financeira da companhia. Entenda os detalhes nesta reportagem especial.
*Com informações do Money Times.
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