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Com a inteligência artificial e robôs ganhando espaço, a Amazon inicia um plano de reestruturação que pode transformar a forma como a empresa opera — e afeta milhares de empregos.

A Amazon (AMZN34) vai reestruturar sua força de trabalho, e isso inclui enxugar o quadro de funcionários. Nesta terça-feira (28), a gigante do e-commerce anunciou planos para cortar 14 mil cargos em sua área corporativa.
Beth Galetti, vice-presidente sênior de Pessoas, Experiência e Tecnologia da Amazon, afirmou que a empresa precisa “se organizar de forma mais enxuta, com menos camadas e mais responsabilidade”, de modo a “se mover o mais rápido possível”.
A estratégia é adaptar a estrutura para acompanhar a velocidade da inovação, principalmente com o uso crescente de inteligência artificial (IA), que, segundo Galetti, tem permitido à empresa “inovar muito mais rápido do que nunca”.
Apesar dos cortes, a Amazon garantiu que a maioria dos funcionários afetados terá 90 dias para buscar uma nova posição dentro da empresa, em uma tentativa de minimizar o impacto interno. Mas nem todo mundo receberá a oportunidade de realocação.
Segundo a Reuters, a empresa tinha cerca de 1,56 milhão de funcionários no final do ano passado. Já a força de trabalho corporativa da Amazon inclui cerca de 350 mil funcionários.
A agência havia noticiado nos últimos dias que a big tech pretendia cortar até 30 mil empregos corporativos a partir de hoje, à medida que a empresa compensa o excesso de contratações durante o pico da demanda da pandemia.
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Esses cortes na Amazon não surgem isolados. Poucos dias antes do anúncio, surgiram informações de que a big tech está se preparando para uma automação massiva nos próximos anos.
A empresa planeja substituir até centenas de milhares de funcionários por robôs, automatizando 75% de suas operações. Esse movimento visa reduzir custos logísticos e, ao mesmo tempo, aumentar a eficiência à medida que as vendas da Amazon se expandem.
De acordo com documentos internos, a Amazon estima que sua automação poderia eliminar a necessidade de contratar mais de 600 mil trabalhadores nos EUA até 2033, com 160 mil dessas vagas já sendo descartadas nos próximos dois anos.
Essa transformação radical tem um objetivo claro: economizar cerca de 30 centavos de dólar (aproximadamente R$ 1,62) em cada item que a empresa armazena e entrega aos seus clientes.
E as projeções financeiras indicam que esses esforços podem gerar uma economia de até US$ 12,6 bilhões entre 2025 e 2027.
*Com informações do Estadão Conteúdo e da Reuters.
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