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No centro da disputa pelas oito cadeiras disponíveis no conselho de administração está o governo federal, que tenta manter as posições do chairman Pietro Mendes e da CEO, Magda Chambriard
Sob contagem regressiva no relógio, os acionistas da Petrobras (PETR4) têm apenas algumas horas até precisarem bater o martelo sobre o futuro do conselho de administração da petroleira e o pagamento de dividendos bilionários.
A assembleia geral ordinária (AGO) da estatal está marcada para acontecer na tarde desta quarta-feira (16), com início programado para às 14h.
Apesar de estarem em jogo várias pautas relevantes, o mercado está de olho em um tema central: a briga por um espaço no conselho, com a eleição de novos conselheiros e do presidente do colegiado (chairman), após as renúncias recentes.
Hoje, o conselho administrativo da Petrobras (PETR4) conta com 11 cadeiras, das quais o governo federal, principal acionista da petroleira, tem direito a seis lugares. Já os minoritários possuem quatro indicações, enquanto os funcionários têm direito a uma vaga.
Como três conselheiros já foram eleitos na última assembleia em votação separada, sendo dois deles representantes dos minoritários, agora há uma disputa pelas oito vagas restantes no colegiado.
No centro da briga pelas cadeiras disponíveis no conselho está o governo federal, que tenta manter as posições do chairman, Pietro Mendes, e da CEO, Magda Chambriard, antes que seus mandatos expirem.
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Na posição de acionista controlador da Petrobras, a União indicou oito executivos ao conselho. O governo propõe que Mendes, presidente do conselho desde 2023, continue à frente do colegiado, e que o mandato de Chambriard como conselheira seja estendido até a AGO de 2026.
Vale lembrar que Chambriard passou a ocupar uma cadeira no conselho em maio do ano passado, quando assumiu também o comando da petroleira após a saída do ex-presidente Jean Paul Prates.
Por sua vez, os investidores minoritários que detêm, em conjunto, mais de 5% das ações ordinárias (PETR3) da companhia pediram a adoção de voto múltiplo nesta eleição. O mecanismo permite aos acionistas distribuírem seus votos entre menos candidatos — o que pode aumentar as chances de garantirem cadeiras no conselho.
Entre as indicações, os acionistas propõem a manutenção da posição de João Abdalla Filho, fundador e dono do Banco Clássico.
Os investidores da Petrobras (PETR4) também deverão determinar sobre a independência dos conselheiros eleitos. Vale lembrar que o estatuto da estatal determina que o conselho deve ser composto por, no mínimo, 40% de membros independentes.
Indicados pelo governo:
Indicados pelos acionistas minoritários:
Além de votarem os indicados ao conselho de administração, os acionistas da Petrobras (PETR4) também deverão debater propostas da administração para temas como dividendos, estrutura do conselho fiscal e remuneração de executivos da estatal.
Como anunciado junto ao balanço de 2024, a petroleira propôs o pagamento de cerca de R$ 9,1 bilhões em dividendos ordinários aos acionistas. A cifra não só veio bem abaixo do esperado, como também sem a companhia de dividendos extraordinários.
Se aprovada nesta AGO, a remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2024 totalizará R$ 75,8 bilhões, sendo R$ 73,9 bilhões em distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) e R$ 1,9 bilhão em recompras de ações.
Aliás, ainda é possível ter direito à chuva de proventos da Petrobras. Poderá receber a remuneração os investidores que possuírem ações PETR3 ou PETR4 até o fim do pregão desta quarta-feira (16).
Já o pagamento dos dividendos aos acionistas deve acontecer em duas parcelas, em 20 de maio e em 20 de junho.
Os investidores também deverão discutir a proposta da administração da Petrobras para o conselho fiscal, de manter a composição já estabelecida no estatuto, de até cinco membros e cinco suplentes.
Confira as indicações:
Pelo acionista controlador:
Pelos investidores de ações PETR3:
Pelos acionistas de ações PETR4:
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