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Quando o assunto é dividendos, os investimentos de uma companhia têm muita influência sobre o montante distribuído aos acionistas
A Petrobras (PETR4) desabou ontem (27) por conta de resultados abaixo das expectativas mas, principalmente, pelo aumento dos investimentos.
Por que isso é um problema? Porque isso afeta os dividendos. Tanto é que a Petrobras anunciou proventos bem menores do que o mercado esperava no quarto trimestre de 2024.
Mas o 4T24 já é passado, e o que nos interessa são os dividendos futuros: será que eles realmente estão em risco?
A Petrobras possui uma regra bastante clara sobre pagamento de dividendos: ela distribui 45% do fluxo de caixa livre aos acionistas.
Dividendos = 45% x fluxo de caixa livre
Ou seja, quanto maior o fluxo de caixa livre (FCL), maiores serão os dividendos. O problema é que o FCL é o fluxo de caixa que sobra após descontar os investimentos realizados no período.
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Ou seja, quanto mais a companhia investe, menos dinheiro sobra para ela remunerar os acionistas.
No quarto trimestre, o FCL foi de R$ 21 bilhões, e pela regra os dividendos seriam de aproximadamente R$ 9 bilhões, em linha com o que realmente foi distribuído.
No entanto, se ao invés de ter realizado os R$ 31 bilhões de investimentos que fez no período, ela tivesse investido o mesmo montante do quarto trimestre de 2023 (R$ 19 bilhões), o fluxo de caixa livre subiria para R$ 33 bilhões.
Pela regra, 45% de R$ 33 bilhões resultaria em um dividendo de quase R$ 15 bilhões, ou seja, 66% maior do que o anunciado nos últimos três meses de 2024.
Conclusão: quando o assunto é dividendos, os investimentos têm muita influência sobre o montante distribuído.
A redução dos dividendos entre outubro e dezembro explica uma pequena parte da queda de PETR4 ontem. Mas, em nossa visão, boa parte do recuo é por conta do receio do mercado de que a companhia continue pisando no acelerador dos investimentos, e que os dividendos futuros também sejam comprometidos.
Neste momento, não temos como saber se a companhia vai continuar gastando no mesmo ritmo nos próximos trimestres, o que atrapalharia a distribuição de proventos.
No entanto, os comunicados e a teleconferência trouxeram indícios de que o volume de investimentos do quarto trimestre de2024 não deve ser repetido.
Isso porque, segundo a companhia, houve antecipação de muitos investimentos que aconteceriam apenas em 2025, e que foram feitos nos últimos três meses de 2024 por um bom motivo: adiantar e acelerar a produção no campo de Búzios.
Isso afasta um pouco dos riscos, pois Búzios não só é em um ativo com ótimos retornos como também antecipa parte da produção e da geração de caixa ali.
Ou seja, mesmo entendendo a decepção dos investidores com os dividendos no quarto trimestre de 2024, ainda não vejo isso como um sinal de queda de dividendos no futuro.
Inclusive, aproveitamos a forte queda de PETR4 ontem para colocar as ações de volta na série Vacas Leiteiras, que é focada em empresas pagadoras de dividendos.
Além dos múltiplos baixos e de um ótimo dividend yield de aproximadamente 13%, vemos o papel como um bom cavalo para aproveitar uma possível melhora do humor do mercado com relação ao próximo ciclo eleitoral.
Um abraço e até a próxima semana!
Ruy
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