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Companhia aposta em alinhamento de grupos familiares e voto em bloco para consolidar estratégia de longo prazo
A Suzano (SUZB3) anunciou uma importante mudança em sua estrutura: a Suzano Holding e os acionistas ligados às famílias Fanny e Max assinaram novos acordos — um na holding e outro na própria Suzano. A ideia é redesenhar o capital e estabelecer regras de governança que vão valer até 2045. As ações SUBZ3 oscilam entre ganhos e perdas na esteira das mudanças.
Segundo o fato relevante divulgado pela Suzano Holding na sexta-feira (19), o acordo prevê que as ações preferenciais classes A e B sejam convertidas em ações ordinárias, na proporção de 1 para 1.
Além disso, haverá um grupamento das ações da Suzano Holding, para que o número de papéis em circulação fique alinhado ao total de ações da companhia que a holding possui. Também estão previstas reduções de capital, que deverão ser aprovadas em assembleia geral todos os anos entre 2026 e 2045.
Nesse processo, o Grupo Fanny vai receber ações diretamente da empresa em troca das ações da Suzano Holding que forem canceladas nas reduções de capital.
O acordo de acionistas ainda estabelece voto em bloco e de forma uniforme entre a Suzano Holding e o Grupo Fanny, em relação às ações que este último passar a deter.
O objetivo é que, ao longo de 20 anos, o Grupo Fanny se torne acionista direto da companhia, enquanto os grupos Fanny e Max seguem unidos por meio de um acordo também firmado na Suzano S.A.
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Em termos de governança, o Grupo Fanny terá o direito de indicar um membro para o conselho de administração da Suzano Holding.
As ações da empresa iniciaram o dia em alta, mas passaram a oscilar entre perdas e ganhos durante a tarde. Por volta de 16h, os papéis operavam em queda de 0,12%, cotados a R$ 51,28. No ano, acumulam baixa de 15%.
No mesmo horário, o Ibovespa recuava 0,16%, aos 158.215,90 pontos.
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