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A euforia da véspera já era. Com tarifas contra China elevadas a 145%, temor de recessão ainda está aqui
Está ficando difícil pensar todos os dias em variações para informar a mesma coisa: as petroleiras da bolsa estão caindo em bloco — com Prio (PRIO3) na liderança das perdas. E o culpado é o petróleo, que deixou os ganhos de ontem no passado, e cai forte na tarde desta quinta-feira (10).
Os contratos futuros do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, acumulam perdas de 3,16%, a US$ 63,37 por barril. Já o petróleo cru (WTI), padrão nos EUA, teve perdas de 3,59%, a US$ 60,112 o barril.
Isso acontece porque, se na véspera os mercados entraram em festa por causa da pausa nas tarifas dos EUA para todos menos China, hoje foi o dia de lidar com a bagunça no dia seguinte à badalação. A famosa ressaca.
No melhor estilo “com Trump o pior dia para os mercados é sempre o próximo”, o presidente não sossegou como prometido. Muito pelo contrário, aumentou a lenha na fogueira ao subir (novamente) as taxas sobre produtos chineses, que agora estão em 145%.
Assim, as ações da Prio (PRIO3) fecharam o dia em queda de 8,13% nesta tarde, enquanto Brava (BRAV3) teve perdas de 6,82%. As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras (PETR4; PETR3) caíram por volta 6%.
Apesar da euforia de ontem nos mercados, as coisas estão longe da estabilidade (ou previsibilidade) quando o assunto é a guerra comercial que Donald Trump vem travando.
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Isso porque, se o presidente dos EUA deu com uma mão — ao proporcionar o alívio que o mercado tanto esperava pausando as tarifas para quase todo mundo — tirou com a outra.
Agora, com 145% de taxas, os investidores ainda temem pelo futuro da economia global, que poderia ser arrastada para uma recessão no meio das farpas entre as suas maiores potências.
Isso é uma péssima notícia para o petróleo. Até porque, economia desacelerando é igual demanda por petróleo caindo. E é justamente esse o motivo das quedas nesta quinta-feira (10).
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