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Em novo episódio da série, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações após os resultados da temporada de balanços
Junho chega com tudo para impulsionar a bolsa brasileira. A expectativa do fim das altas da Selic, o avanço da economia local e o aquecimento das discussões eleitorais criam o que analistas já chamam de uma “combinação poderosa de gatilhos”.
Mesmo com o Ibovespa (IBOV) acima dos 140 mil pontos, o mercado segue cauteloso, especialmente após as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que causaram temores de insegurança jurídica — mesmo depois do recuo parcial do decreto.
O episódio reacendeu um temor antigo do mercado: o risco fiscal. A elevação pontual de tributos, vista como um improviso, fragiliza ainda mais a confiança dos investidores, ao mesmo tempo em que tenta ancorar expectativas de inflação sem piorar o avanço da dívida pública.
Mas isso não impediu que o fluxo de capital estrangeiro encontrasse seu caminho até a B3 que, além de bater recordes, se aproveita do enfraquecimento da narrativa do “excepcionalismo americano”.
É o tipo de momento que os estrangeiros começaram a aproveitar — especialmente os que fogem da novela da guerra comercial de Donald Trump e seu tarifaço.
Mas junho ainda reserva surpresas. Ainda na segunda quinzena, o mercado encara mais uma Super Quarta, com reuniões do Comitê de Política Monetária do Brasil (Copom) e de seu equivalente nos EUA, o Federal Reserve, para decidir o nível de juros.
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Para entender mais sobre o que pode repercutir neste mês, Paula Comassetto conversou com analistas da Empiricus Research sobre quais ativos são os mais indicados para quem não quer ficar para trás.
A bolsa brasileira voltou aos holofotes do investidor gringo. Para Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, o bom desempenho de abril veio de um conjunto de fatores internos e externos favoráveis, colocando o país como destino relevante de capital em junho.
“Continuamos vendo uma rotação de capital saindo dos Estados Unidos e procurando novas fontes de retorno, principalmente em países emergentes. E, nessa história, a América Latina ganha muito destaque”, explica Quaresma.
A analista destaca que o status dos EUA como porto seguro para investimentos vem perdendo força diante da política econômica instável e da guerra comercial com a China.
Com isso — somado ao dólar enfraquecido — países menos expostos ao comércio bilateral com os EUA têm se fortalecido, como é o caso do Brasil.
O movimento já se reflete nos números: o Ibovespa superou os 140 mil pontos, impulsionado por um fluxo estrangeiro que já soma mais de R$ 20 bilhões no ano.
A avaliação geral é de que a bolsa brasileira segue barata — 45% abaixo do pico histórico em dólar e negociando a apenas 9 vezes o lucro, um dos menores múltiplos do mundo.
Internamente, a combinação entre o fim do ciclo de alta dos juros, a economia doméstica aquecida e o avanço do calendário eleitoral cria um cenário de otimismo moderado.
Com o corte da Selic cada vez mais perto — com a próxima reunião do Copom sendo determinante para cravar o fim do ciclo de aperto monetário —, ações sensíveis a juros voltam a ganhar espaço nas carteiras.
“O gringo tem motivos para colocar dinheiro no Brasil, e tá ficando difícil refutar isso. Quem quiser capturar todo esse momento precisa se antecipar para se posicionar antes dos cortes da Selic, porque será um momento em que veremos fundos multimercado e de ações captarem tudo o que a renda fixa vem captando nos últimos dois anos”, diz.
Para ela, essa mudança pode sinalizar uma transição para um super ciclo global favorável aos mercados emergentes — com o Brasil em destaque aos olhos dos investidores.
As empresas voltadas ao mercado interno são as mais promissoras para junho, segundo Quaresma. O mercado de trabalho segue aquecido, com a renda real subindo 5% acima da inflação no primeiro trimestre deste ano, o que favorece consumo e varejo.
“O cenário, apesar de não ser tão ruim quanto logo após o ‘Liberation Day’, ainda é de desaceleração do comércio global. Então, para as empresas exportadoras, isso pesa. Eu tenderia a olhar mais para as que são voltadas à economia doméstica, já que o Brasil continua forte”, afirma a analista.
Nessa linha, a América Latina surge como opção — com o Brasil ganhando destaque, segundo Quaresma.
Além disso, empresas com maior capitalização e liquidez são vistas como mais preparadas para absorver o fluxo estrangeiro. Já as small caps podem se valorizar de forma mais intensa caso esse capital se espalhe para papéis fora do radar principal.
Com esse pano de fundo, a carteira das “10 Ideias” da Empiricus não teve nomes novos, mas passou por ajustes importantes:
O mês de junho traz mudanças estratégicas na carteira de dividendos. Com a temporada de balanços do primeiro trimestre encerrada, há um ajuste na seleção com foco no equilíbrio entre oportunidades de longo prazo e empresas que ainda oferecem bom potencial de distribuição, mesmo em um cenário desafiador.
A temporada teve resultados melhores do que o esperado pelo mercado, com o varejo sendo o grande destaque do período.
Para Ruy Hungria, analista da Empiricus, outro setor que teve relevância na temporada foi o do agronegócio, que se recuperou de um 2024 ruim, com safra menor, afetado pelo El Niño, e ondas de calor que acabaram atrapalhando a produtividade.
Segundo o analista, com resultados mais promissores, há uma perspectiva melhor, por mais que tímida, para a distribuição de dividendos para os investidores.
Hungria aponta para a SLC Agrícola (SLCE3) — que vive um momento peculiar — para a carteira de dividendos de junho, já que apresentou alta de mais de 20% na produtividade da soja e crescimento do ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) acima de 30%.
O pagamento de proventos ainda não deve ser expressivo no curto prazo, destaca Hungria, já que a empresa está em fase de expansão e vem aproveitando a fragilidade de concorrentes no setor para fazer aquisições — o que requer dinheiro, reduzindo o pagamento de dividendos no curto prazo.
“Esperamos um dividend yield na casa de 5% a 6%, que é interessante, ainda mais considerando que os resultados ainda não estão fantásticos, com o preço dos grãos em um nível não tão elevado, mas é importante lembrar que, no longo prazo, parece um momento bastante oportuno”, explica o analista.
Já a Gerdau (GGBR4) segue na carteira de dividendos como destaque, mesmo com o setor siderúrgico brasileiro enfrentando um momento difícil por causa da concorrência com o aço chinês.
A explicação está no múltiplo baixo da empresa, que negocia a menos de 4 vezes o valor da firma sobre o ebitda (EV/Ebitda) e na diversificação geográfica, com os EUA como principal responsável pelo lucro bruto e com maior proteção contra importações.
Para o analista da Empiricus Research, essa combinação protege a empresa do cenário doméstico adverso e sustenta sua posição como pagadora regular de dividendos — ainda que sem grande crescimento no curto prazo.
A proximidade do ciclo de alta da Selic é um sinal de que os fundos imobiliários (FIIs) voltam a ganhar força, ao menos é o que explica Caio Araujo, analista da Empiricus Research.
“Isso é muito importante para a categoria de renda variável como um todo, dado que provavelmente terá um custo de oportunidade um pouco menor, o que já favorece uma perspectiva econômica de diversas classes, e o setor imobiliário está inserido nesse contexto”, afirma Araujo.
O desempenho do fundo imobiliário IFIX em maio refletiu esse movimento: o índice de FIIs já sobe cerca de 10% no acumulado do ano, puxado por uma reprecificação do mercado e pela retomada do apetite dos investidores por renda passiva.
Outro fundo que teve um bom destaque foi a categoria de hedge funds, que apresentou alta acima de dois dígitos no ano, impulsionada pela recuperação do mercado e pela sofisticação das gestoras.
O analista diz que a nova geração desses fundos tem políticas mais flexíveis e diversificadas — investindo não só em outros FIIs, mas também em crédito, imóveis físicos e ações do setor —, o que melhora a performance e o potencial de valorização no médio prazo.
O analista pontua que antigamente existiam apenas os Fundos de Fundos (FOFs), que possibilitavam aos cotistas uma diversificação já praticamente imediata.
Ao longo do tempo, essa estrutura se mostrou menos eficiente em alguns períodos de mercado, especialmente de maior estresse.
“Houve uma sofisticação dentro da política de investimento de alguns fundos, especialmente com novas estratégias, com uma maior diversificação até dentro das estratégias dos fundos. A gente vê o mercado caminhando nesse sentido, já que apresentam retornos mais eficientes e maiores para os cotistas”, explica Araujo.
Outro fator que anima o setor é a autorização recente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para recompra de cotas por parte dos próprios FIIs, mecanismo comum no mercado de ações.
Na prática, isso permite que fundos com caixa comprem suas próprias cotas no mercado e depois as cancelem, o que pode elevar o rendimento por cota e gerar valor para o cotista, especialmente em momentos de desconto elevado.
O analista ressalta que ainda falta uma regulamentação completa sobre como esse processo será conduzido, mas a expectativa é positiva e reforça a atratividade dos FIIs para o segundo semestre.
Com esse cenário, Araujo explica a principal mudança na carteira de fundos imobiliários da Empiricus: a substituição do HGBS11, fundo de shoppings que entregou cerca de 15% de retorno nos últimos três meses, pelo RBR Alpha (RBRF11), um fundo multiestratégia.
O novato na carteira tem foco em investimentos em cotas de outros FIIs, títulos de crédito imobiliário (CRI), ativos diretos ligados ao setor e ações de empresas do mercado imobiliário.
O RBRF11 também se destaca pelo desconto atual: cerca de 17% abaixo do valor patrimonial, o que o torna uma oportunidade na visão do analista. A expectativa é que, com o mercado precificando cortes na Selic para o fim de 2025 ou início de 2026, esse desconto se reduza gradualmente.
“Trata-se de um fundo multiestratégia, que investe em cotas de fundos imobiliários, títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário, entre outros, e pode surfar essa recuperação do mercado, especialmente se tivermos uma queda da Selic no final do ano ou início do ano que vem”, afirma Araujo.
O cenário para ações internacionais em junho continua desafiador. A tensão comercial entre Estados Unidos e China — com idas e vindas no chamado “tarifaço” — segue gerando incerteza.
A disputa chegou ao judiciário norte-americano e pressionou os mercados, em um momento no qual o investidor tenta entender os efeitos da guerra comercial sobre crescimento, inflação e política monetária.
Esse movimento ameaça a atratividade dos ativos de risco, como ações, diante da concorrência com os yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro dos EUA.
Para Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research, o momento requer uma carteira com empresas que tenham um perfil mais tradicional, que não sejam afetadas pelo aumento de risco do cenário econômico dos EUA.
“Por causa dessa incerteza, é preferível optar por empresas que terão a demanda menos impactada, como as de saúde ou telecomunicação, por exemplo, que independente do cenário econômico, as pessoas vão continuar utilizando esses produtos e serviços”, explica o analista.
Além disso, também há uma preocupação crescente com a questão fiscal dos Estados Unidos, cujo déficit já roda na casa de 6% a 7% — patamar típico de períodos de guerra ou crise. Isso levou a uma alta nos juros longos, com os yields dos títulos de 10 anos passando de 4,5% e os de 30 anos superando os 5%.
Na análise de Pacheco, o Federal Reserve deve manter os juros altos por mais tempo. A expectativa atual é de dois cortes até o fim de 2025 — menos do que o mercado previa no início do ano.
A preocupação agora, segundo o analista, é o risco de estagflação — combinação de crescimento fraco com inflação acelerada —, o que complica a decisão entre estimular a economia ou conter preços.
A carteira com ativos internacionais da Empiricus, nesse cenário, tem mudanças voltadas a uma postura mais cautelosa. Com isso, saem papéis de maior risco e com alta recente, como Coinbase (COIN) — exposta ao mercado cripto — e entram ações mais baratas e com potencial de recuperação, como Baidu (BIDU), conhecida como a "Alphabet da China".
A troca busca capturar valor em uma empresa de tecnologia asiática que tem apostado em inteligência artificial, mas cujas ações estão lateralizadas há meses.
Ao mesmo tempo, a carteira mantém peso relevante em ações tradicionais e resilientes, como a Berkshire Hathaway (BRK), holding de Warren Buffett, e United Health (UNH), gigante da área de saúde.
Depois de um mês de maio positivo, marcado por valorização e aumento da demanda institucional, o mercado de criptomoedas entra em junho com novos horizontes.
O bitcoin (BTC), destaque do último mês, batendo a máxima recorde de US$ 112 mil, foi impulsionado pela tensão geopolítica entre EUA, China e Reino Unido, que reforçou o apelo do ativo como proteção contra a instabilidade.
Marcelo Cestari, especialista da Empiricus Asset, reforça que também houve uma sequência de indicadores econômicos fortes no país comandado por Trump, que ajudaram nessa valorização.
“Tivemos, além disso, a aprovação de reservas estratégicas de bitcoin em alguns estados americanos, medida que além de ser muito positiva para criptomoedas, também influencia outros estados a começarem a adotar esse tipo de estratégia dentro das suas tesourarias”, diz Cestari.
Além disso, houve entrada significativa de capital via ETFs de BTC, o que reforça a tendência de institucionalização do mercado e ajuda a sustentar os preços.
Para o especialista, um dos temas que deve seguir no radar em junho é a tramitação do Genesis Act, projeto de lei que busca regulamentar o mercado de stablecoins nos EUA.
O projeto de lei, que ainda precisa passar pela Câmara e ser sancionado pelo presidente dos EUA, estabelece regras claras para o mercado de stablecoins, como exigência de paridade com ativos reais, supervisão do Fed e garantias de proteção ao consumidor.
“Achamos que a aprovação vai ser muito positiva para o setor, principalmente por incentivar outros países a começarem a adotar modelos diferentes”, afirma Cestari.
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