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Varejistas se saíram bem nesse último mês, enquanto a Azul repetiu o pior desempenho do Ibovespa e até deixou o índice

O mês ainda não acabou, mas o Ibovespa (IBOV) já encerrou maio com vencedores e perdedores nas ações do índice, enquanto acumula alta de 1,45%, aos 137.027 pontos no mês.
Os melhores desempenhos foram puxados principalmente — pelo segundo mês consecutivo — pela perspectiva em relação à curva de juros, após a última alta da Selic pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) neste mês.
Assim como no mês de abril, o mercado espera altas menores para a taxa básica de juros e até mesmo um início de queda já no fim do ano.
Já entre as empresas listadas no índice brasileiro que tiveram "pé frio" em maio, o primeiro lugar continuou com a Azul (AZUL4), assim como no mês passado. A companhia aérea entrou com pedido de recuperação judicial nesta semana.
Que rufem os tambores e abram caminho para as ações ganhadoras de maio, encabeçadas pelo setor de varejo. Neste mês, as empresas do segmento foram puxadas pela baixa expectativa do mercado em torno de seus resultados.
Em primeiro lugar ficou a Azzas 2154 (AZZA3), que superou as estimativas pessimistas do mercado durante a primeira temporada de balanços deste ano. Em abril, a empresa tinha ficado com a medalha de prata e avançou no ranking deste mês.
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Pelo mesmo motivo, as Lojas Renner (LREN3) e o Assaí (ASAI3) também ganharam destaque, por apresentarem resultados sólidos no 1T25 e serem puxadas pela esperança de queda nos juros.
Já a PetroRecôncavo (RECV3) foi a petroleira que se recuperou do tombo em grupo que as empresas ligadas ao petróleo tiveram em abril, quando ocuparam quatro das cinco maiores quedas do mês passado.
Para a surpresa de ninguém, a Azul (AZUL4) liderou as maiores quedas na Bolsa brasileira pelo segundo mês consecutivo. Diferente de abril, o tombo desta vez foi puxado pela piora nas contas da aérea, resultando no pedido de reestruturação nos Estados Unidos — o temido Chapter 11.
Após o pedido de recuperação judicial, a Azul foi excluída do principal índice da B3 e fechou seu último dia no índice brasileiro com queda de 6,80%, cotada a R$ 0,96.
E, se em abril a lista das piores performances foi completada pelas empresas de petróleo listadas na B3, em maio elas deram lugar para outras que tiveram um mês difícil.
É o caso do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), que foi do céu ao inferno, após ter ficado com a medalha de prata das melhores do Ibovespa em abril. Em maio, o fundo com envolvimento do investidor Nelson Tanure reduziu sua posição acionária na companhia de cerca de 7% para 3,98%.
As demais azaradas do ranking são Raia Drogasil (RADL3), Banco do Brasil (BBAS3) e Minerva Foods (BEEF3), que ganharam um lugar no top 5 após resultados abaixo do esperado pelo mercado no 1T25.
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