Não há mais saída para a Oi (OIBR3): em “estado falimentar irreversível”, ações desabam 35% na bolsa
Segundo a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Oi está em “estado falimentar” e não possui mais condições de cumprir o plano de recuperação ou honrar compromissos com credores e fornecedores

No começo de outubro, a palavra falência começou a aparecer atrelada à Oi (OIBR3) nas manchetes, quando a justiça apontou para alguns sinais preocupantes na situação financeira da telecom, que estava em sua segunda recuperação judicial.
Agora, a Justiça declarou oficialmente a falência da empresa de telecomunicações.
Segundo a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a Oi está em “estado falimentar” e não possui mais condições de cumprir o plano de recuperação ou honrar compromissos com credores e fornecedores.
Com isso, as ações OIBR3 desabam 35,71% na bolsa de valores por volta das 14h50, negociadas a R$ 0,18.
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Não há mais saída para a Oi
Segundo a avaliação da gestão judicial — que acompanha o processo de RJ da tele — a Oi enfrenta situação “financeira e operacional irreversíveis”, com receitas mensais insuficientes para cobrir as despesas essenciais.
A margem bruta, que já era negativa em janeiro de 2025, despencou de -10% para -135% em outubro, refletindo o colapso das finanças da operadora.
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O parecer destaca ainda que o plano de recuperação judicial foi descumprido e que o passivo extraconcursal — dívidas contraídas após o início da recuperação — soma cerca de R$ 1,7 bilhão com fornecedores, além de litígios e desconfiança do mercado que dificultam qualquer tentativa de reerguimento.
- Cabe lembrar que foram justamente essas dívidas extraconcursais que acenderam o alerta da justiça sobre a Oi, uma vez que a companhia havia tentado proteção contra esses credores. Foi então que um revés inédito no país colocou a tele de cara com a falência. Você pode entender mais detalhes nesta matéria.
Apesar de reconhecer o cenário de insolvência, a gestão judicial defende que a eventual decretação de falência seja acompanhada de continuidade provisória das atividades, para evitar prejuízos à prestação de serviços públicos e privados considerados essenciais.
A Oi mantém atualmente mais de 4,6 mil contratos com órgãos públicos e cerca de 10 mil contratos privados ativos, incluindo a conectividade de 13 mil lotéricas da Caixa Econômica Federal, redes de comunicação do Comando da Aeronáutica (Cindacta), telefones públicos (Colr) e serviços de emergência de números tridígitos.
A juíza determinou a continuação provisória das atividades da Oi até que os serviços sejam assumidos por outras empresas.
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