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Embora a melhora na relação entre EUA e China não signifique o fim da briga, o pior já ficou para trás, segundo o JP Morgan
A trégua entre os EUA e a China não deu um “empurrãozinho” só para as duas maiores economias do mundo e foi o suficiente para fazer o JP Morgan elevar as ações de mercados emergentes de “neutra” para “acima da média” nesta segunda-feira (19).
Além da pausa na troca de golpes tarifários entre as potências econômicas, o enfraquecimento do dólar também entra na conta do JP Morgan para a mudança de classificação.
O banco americano aponta um quadro positivo para Índia, Brasil, Filipinas, Chile, Emirados Árabes Unidos, Grécia e Polônia dentro dos mercados emergentes. Além disso, ainda há uma oportunidade promissora na China.
O motivo para comprar as ações de mercados emergentes, segundo o JP? As ações emergentes ainda estão baratas.
O JP Morgan estima que os papéis desses mercados acionários devem ser negociados a 12,4 vezes o lucro estimado para os próximos 12 meses, contra 19,1 vezes nos mercados desenvolvidos.
Embora a melhora na relação entre EUA e China não signifique o fim da briga, o pior já ficou para trás, segundo os analistas do banco.
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“A desaceleração no conflito comercial entre EUA e China reduz um dos principais obstáculos para as ações de mercados emergentes. Essas ações também seriam beneficiadas por um enfraquecimento do dólar na segunda metade deste ano.”
Na semana passada, EUA e China concordaram com um “cessar-tarifas” de 90 dias, com o país comandado por Donald Trump cortando as taxas sobre produtos chineses de 145% para 30%, e o gigante asiático respondendo com uma redução de 125% para 10%.
Com a pausa, o setor de tecnologia da China seria especialmente beneficiado pelo recuo das hostilidades.
O índice de ações de mercados emergentes MSCI acumula alta de 9% neste ano, à medida que a confiança nos ativos dos EUA — incluindo o todo-poderoso dólar — enfraquece em meio a preocupações com as decisões políticas de Trump.
O otimismo com os mercados emergentes também foi objeto de análise do Bank of America (BofA) na última sexta (16). Segundo o banco, gestores de fundos estão positivos em relação à América Latina em maio ante abril. E o Brasil é a principal escolha deles.
Os dados são da pesquisa com gestores de fundos da América Latina, feita com 32 participantes .
A maioria (53%) acredita que o Brasil terá um desempenho superior ao da América Latina como um todo ao fim do ano, contra 22% que veem este cenário para o México. Para a Argentina, os gestores esperam uma melhora adicional no preço dos ativos.
Considerando apenas os países andinos (Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela), Chile sai à frente na expectativa de melhores retornos.
Para o Brasil, as projeções para a pontuação do Ibovespa ao fim do ano melhoraram bastante entre abril e maio. De uma estimativa entre 130 mil e 140 mil pontos, a maior parte (43%) dos gestores subiram suas projeções para entre 140 mil e 150 mil pontos, frente a cerca de 21% que se manteve no valor anterior.
Os setores que se sobressaem nas carteiras neste momento são os de serviços públicos e finanças, enquanto materiais e energia são preteridos.
Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos
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