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Principal índice da bolsa brasileira fechou em alta de 0,93%, a 145.404,61 pontos; dólar teve leve alta de de 0,06%, a R$ 5,3012
O Ibovespa vem batendo um recorde atrás do outro nas últimas semanas. E quem apostou que as turbulências geopolíticas roubariam o fôlego do principal índice da B3 errou feio: a bolsa brasileira voltou a renovar máximas nesta quarta-feira (17), em meio a mais uma Super Quarta — como o mercado local costuma chamar a data na qual as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos coincidem.
Ao longo do pregão, o índice rompeu pela primeira vez a marca dos 146 mil pontos, mas fechou o dia com uma alta de 0,93%, a 145.404,61 pontos, novo recorde para o fechamento. O dólar, por sua vez, encerrou as negociações quase no zero a zero, com leve alta de 0,06%, a R$ 5,3012.
O bom humor dos investidores vem na esteira do anúncio do Federal Reserve (Fed), que finalmente iniciou o ciclo de cortes nos juros dos EUA, o que tende a abrir espaço para cortes na Selic.
O banco central norte-americano cortou as taxas em 0,25 ponto percentual. Assim, os juros passam da faixa dos 4,25% e 4,50% ao ano para o intervalo de 4% a 4,25% ao ano.
Já no cenário doméstico, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas. No entanto, o início do afrouxamento monetário nos EUA abre espaço para que os juros caiam também por aqui, a partir do fim deste ano ou início do ano que vem.
No caso do dólar, não dá para esquecer que os juros nos EUA funcionam como uma espécie de aspirador de dinheiro no mundo, uma vez que balizam o rendimento dos Treasurys, os títulos da dívida do Tesouro norte-americano.
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Esses papéis são considerados os investimentos mais seguros do mundo, por isso seus juros servem como uma espécie de “piso” para os demais ativos globais.
A expectativa de taxas mais altas nos EUA atrai investidores estrangeiros, elevando a demanda por dólar. O efeito contrário acontece quando há expectativa de cortes pelo Fed: o diferencial de retorno entre os juros dos Treasurys e os dos títulos de dívida de outros países diminui e, com isso, a atratividade do dólar perde força.
Nesse cenário, moedas de países emergentes que ainda oferecem juros altos, como o real brasileiro, se tornam mais interessantes.
No caso das bolsas, juros mais baixos motivam os investidores a saírem dos ativos mais seguros, como os Treasurys, em busca dos ativos de risco, o que inclui as ações dos países emergentes, como o Brasil.
Na ponta positiva do principal índice da B3, o destaque ficou por conta da RD Saúde (RADL3), que subiu mais de 6%, com Magazine Luiza (MGLU3) no segundo lugar:
| Nome | Código | Variação (%) | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| Raia Drogasil | RADL3 | 6,06% | R$ 18,55 |
| Magazine Luiza | MGLU3 | 5,31% | R$ 11,31 |
| Assaí | ASAI3 | 4,55% | R$ 10,57 |
| Cosan | CSAN3 | 3,62% | R$ 8,01 |
| Bradesco | BBDC4 | 3,06% | R$ 17,51 |
Já os destaques na ponta negativa foram:
| Nome | Código | Variação % | Preço (R$) |
|---|---|---|---|
| C&A | CEAB3 | -2,28% | R$ 17,99 |
| Marfrig | MRFG3 | -1,96% | R$ 26,98 |
| Pão de Açúcar | PCAR3 | -2,17% | R$ 4,06 |
| Braskem | BRKM5 | -1,11% | R$ 8,93 |
Em Wall Street, os principais índices de ações fecharam sem direção única nesta quarta. O Dow Jones chegou a atingir máxima intraday histórica após o anúncio, mas arrefeceu e fechou com alta de 0,57%, a 46.018,32 pontos. Já o S&P 500 caiu 0,10% aos 6.600,35 pontos, enquanto Nasdaq encerrou o pregão em queda de 0,33%, aos 22.261,33 pontos.
Nos mercados, o gráfico de pontos e as sinalizações do presidente do Fed, Jerome Powell, foram lidos por uma ótica relativamente hawkish (duras contra a inflação e a favor de uma política monetária mais restritiva), o que contribuiu para a falta de ímpeto das ações.
Ainda assim, as sinalizações do Fed e do próprio Powell foram na direção de confirmar as expectativas majoritárias do mercado de mais dois cortes de juros ainda neste ano.
A decisão do comitê de política monetária do Fed não foi unânime. Stephen Miran — recém-empossado e indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump — votou por um corte maior, de 0,50 p.p., enquanto os demais diretores concordaram com 0,25. O presidente norte-americano vem defendendo publicamente a queda dos juros, além de criticar Powell publicamente.
Embora uma queda mais acentuada nos juros seja, de maneira geral, positiva para ativos de risco, como as ações, a perspectiva de que o Fed tenha a sua independência abalada pelas indicações de Trump — que no ano que vem serão mais numerosas — é algo que acende temores nos investidores.
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