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O diretor Stephen Miran, recém-empossado e indicado por Trump, votou por um corte maior de 0,50 ponto, em linha com o desejo do presidente norte-americano de derrubar os juros no país
O mistério acabou. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) anunciou, nesta quarta-feira (17), a redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) na taxa de juros dos EUA, o primeiro corte deste ano.
Com a decisão do comitê do Federal Reserve (Fed), a taxa passou para o intervalo de 4,00% a 4,25% ao ano.
O corte acontece após cinco reuniões seguidas de manutenção. A última redução da taxa havia ocorrido em dezembro de 2024, quando caiu para o patamar de 4,25% a 4,50% ao ano.
O corte já era esperado pelo mercado. Antes da divulgação, 94% das apostas indicavam justamente um movimento de afrouxamento de 0,25 p.p. pelo Fed, segundo o CME FedWatch Tool.
A decisão, no entanto, não foi unânime entre os membros do Fomc, o comitê de política monetária do Fed: Stephen Miran — recém-empossado e indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump — votou por um corte maior, de 0,50 p.p., enquanto os demais diretores concordaram com 0,25.
Em julho, os governadores do Fed Christopher Waller e Michelle Bowman também romperam com a decisão majoritária de manter as taxas de juros inalteradas. Foi a primeira vez desde o final de 1993 que vários governadores discordaram de uma decisão sobre as taxas.
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Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, afirma que o voto isolado e contrário a somente 0,25 p.p. acabou ganhando protagonismo na decisão.
“A leitura mais evidente é a dissidência de Miran, empossado nesta semana, que projeta um ciclo até o intervalo dos juros de 2,75% a 3,00% ainda neste ano. Os demais membros se mantiveram relativamente contidos, embora a mediana de juros tenha se deslocado para o ponto mínimo dentro da nuvem de projeções.”
Durante a coletiva após a reunião do comitê, o presidente do banco central dos EUA, Jerome Powell, reforçou a independência do Fed no atual cenário político norte-americano.
Contudo, o chairman não mencionou diretamente o presidente dos EUA, que vem pressionando pelos cortes de juros, numa fritura pública de Powell.
“A decisão amplia os receios sobre a capacidade de interferência de Trump na condução da política monetária. Vale lembrar que, em cerca de seis meses, o comitê será fortemente renovado com os indicados do presidente republicano”, afirma Sanchez.
Em entrevista para esclarecer a decisão, Powell indicou que o Fed agora projeta mais dois cortes de juros neste ano. Para ele, a decisão de hoje simboliza uma mudança para uma "posição política mais neutra".
A perspectiva mediana das taxas Fed funds no final de 2025 recuou de 3,9% para 3,6%, incorporando pelo menos um novo corte ainda neste ano e sustentando a expectativa de duas reduções adicionais da taxa básica nas próximas duas reuniões.
O presidente do Fed disse que esse movimento pode ser visto como um corte de “gestão de risco” — algo que vários investidores já especulavam.
“Já começamos a ver os preços de bens se refletindo em uma inflação mais alta e, na verdade, o aumento desses preços responde pela maior parte — ou talvez por toda — a alta da inflação ao longo deste ano”, afirmou.
Para Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset Brasil, as leituras dos dados divulgados pelo Fed apontam que os dirigentes esperam pelo menos mais dois cortes ao longo do ano, levando a taxa de juros para algo próximo de 3,75%.
“Essa projeção é um pouco superior ao que está precificado na curva hoje. De modo geral, antes mesmo da entrevista de Jerome Powell, a leitura era de uma decisão mais cautelosa do que o mercado antecipava.”
O presidente do Fed ressaltou que a instituição entende a importância de manter o compromisso total com a meta de 2% de inflação. Mas afirmou que os riscos para esse lado do mandato são “menores do que se poderia imaginar”, devido ao enfraquecimento do crescimento do emprego e também do Produto Interno Bruto (PIB).
O Fed reconheceu a piora do mercado de trabalho e, apesar de alegar que o desemprego permanece atualmente em patamar baixo, apontou para um possível enfraquecimento do emprego no país.
Powell afirmou que os números revisados de empregos indicam que mercado de trabalho já não é sólido e que a autarquia “já começou a ver” os preços de bens pressionando a inflação.
Thiago Calestine, economista e sócio da Dom Investimentos, afirma que a decisão de corte desta quarta foi tomada com o objetivo de proteger o nível de pleno emprego da economia norte-americana.
“Basicamente, novos cortes vão acontecer pelos mesmos motivos da primeira queda. Apesar disso, é claro que o cenário para o final do ano está variando muito entre dois a três cortes porque, apesar de o desemprego estar subindo, a inflação não está indo em direção à meta deles.”
Powell já vinha sinalizando que um corte deveria acontecer em setembro e apontava para a desaceleração do mercado de trabalho dos EUA como justificativa, apesar do aumento da inflação norte-americana.
O Fed divulgou também as novas projeções dos diretores para a economia.
A mediana das projeções do banco central norte-americano indica que os juros encerrarão 2025 em 3,6%. Para 2026 e 2027, as expectativas são de 3,4% e 3,1%, respectivamente.
Os diretores projetam uma inflação de 3% neste ano. O índice de preços deve cair para 2,6% em 2026, 2,1% em 2027 e, finalmente, 2% em 2028.
Já o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país deve fechar 2025 em 1,6% e 2026 em 1,8%. Já o crescimento projetado para 2027 é de 1,9% e para 2028 é de 1,8%.
Em relação à taxa de desemprego, as expectativas são de 4,5%, 4,4%, 4,3% e 4,2% para este e os próximos três anos, respectivamente.
*Com informações do Money Times e da Bloomberg
A taxa seguiu inalterada como esperado pelo mercado, mas a maior rebelião interna do Fed desde 1992 marca o que deve ser a última reunião de Powell como presidente do banco central norte-americano
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