Nem só de aço vive a B3: Gerdau brilha, mas alta do petróleo puxa ações de petroleiras no Ibovespa
O petróleo ganhou força no exterior nesta manhã depois que a Opep+ manteve os aumentos de produção em julho no mesmo nível dos dois meses anteriores

Ainda que os holofotes estejam majoritariamente voltados para a Gerdau (GGBR4) nesta segunda-feira (02), outra commodity tem dividido a atenção do mercado. A alta do petróleo no exterior impulsiona as ações das petroleiras, que figuram entre os principais destaques positivos do Ibovespa no pregão de hoje.
Por volta das 11h20, os contratos futuros do Brent — referência global e para os preços praticados pela Petrobras (PETR4) — para agosto subiam 2,88%, negociados a US$ 64,59 o barril.
- E MAIS: Onde investir para buscar ‘combo’ de dividendos + valorização? Estes 11 ativos (ações, FIIs e FI-Infras) podem gerar renda passiva atrativa
No mesmo horário, o barril do petróleo cru WTI, referência no mercado americano, para julho avançava 2,94%, a US$ 62,58. Nas máximas do dia, a commodity chegou a arranhar a marca dos 5% em valorização diária.
Na bolsa brasileira, a Prio (PRIO3) puxa a fila de maiores altas do setor de petróleo, com ganhos da ordem de 3,4%.
Veja o desempenho das ações da Prio (PRIO3) e outros papéis do setor de petróleo e gás na B3 hoje:
| Ativo | Nome | Preço | Variação | Var. 12m |
|---|---|---|---|---|
| PRIO3 | Prio ON | 40,29 | 3,44% | -3,20% |
| PETR4 | Petrobras PN | 31,3 | 1,29% | -5,70% |
| RECV3 | PetroReconcavo ON | 14,63 | 1,11% | -13,29% |
| PETR3 | Petrobras ON | 33,27 | 1,09% | -5,50% |
| BRAV3 | Brava Energia ON | 19,06 | 0,85% | -32,34% |
| VBBR3 | Vibra Energia ON | 20,31 | 0,64% | 3,46% |
| CSAN3 | Cosan ON | 8,25 | 0,24% | -37,30% |
A performance positiva do petróleo
O petróleo ganhou força no exterior nesta manhã depois que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) manteve os aumentos de produção em julho no mesmo nível dos dois meses anteriores.
No sábado, a Opep decidiu aumentar a produção em 411 mil barris por dia (bpd) em julho. Trata-se do terceiro aumento mensal consecutivo nessa dimensão.
Leia Também
O objetivo é reconquistar a participação de mercado e punir os membros que produziram em excesso.
Depois de passar anos reduzindo a produção – mais de 5 milhões de barris por dia (bpd) ou 5% da demanda mundial – os oito países da Opep+ fizeram um modesto aumento de produção em abril, antes de triplicá-lo em maio, junho e agora em julho.
Eles estão estimulando a produção, apesar de a oferta extra pesar sobre os preços do petróleo, já que os líderes do grupo, Arábia Saudita e Rússia, buscam reconquistar participação no mercado e punir aliados que produzem em excesso, como Iraque e Cazaquistão.
O que dizem os analistas
Para os comerciantes de petróleo, esse aumento já havia sido precificado nos contratos futuros de Brent e WTI.
"Se eles tivessem feito uma oferta surpreendentemente maior, a abertura do preço de segunda-feira teria sido realmente muito ruim", escreveu o analista do Onyx Capital Group, Harry Tchilinguirian, no LinkedIn.
Na avaliação do BTG Pactual, a decisão do grupo de manter uma recuperação gradual das cotas, em vez de surpreender o mercado com um aumento mais agressivo, “trouxe um alívio momentâneo”.
No entanto, os analistas avaliam que a incerteza em torno do cumprimento das cotas e da recuperação da demanda global ainda é significativa.
“Mesmo com esses desdobramentos, o Brent se mantendo na faixa de US$ 60 a US$ 65 por barril oferece um pano de fundo relativamente sólido para uma exposição seletiva ao setor de exploração e produção”, escreveram os analistas.
Os analistas do Goldman Sachs esperam que a Opep+ implemente um último aumento de produção da mesma proporção em agosto.
"Fundamentos do petróleo spot (à vista) relativamente apertados, dados de atividade global robustos e suporte sazonal de verão à demanda por petróleo sugerem que a desaceleração esperada na demanda provavelmente não será acentuada o suficiente para impedir o aumento da produção ao decidir os níveis de produção de agosto", disse o banco, em nota.
Já o Morgan Stanley espera que 411 mil bpd sejam adicionados novamente a cada mês, até somar um total de 2,2 milhões de bpd até outubro.
"Com este último anúncio, há poucos sinais de que o ritmo de aumento esteja diminuindo", disseram os analistas do banco.
- VEJA MAIS: Duas ações para “apimentar” a carteira que podem “surfar” o fim das altas da Selic
Tensões entre Rússia e Ucrânia
Outro fator que impulsiona as cotações do petróleo hoje é a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia e o aumento do prêmio de risco geopolítico após ataques no fim de semana.
Segundo a Força Aérea Ucraniana, Moscou lançou 472 drones contra o território ucraniano no último domingo (1).
A ofensiva foi classificada como o maior ataque aéreo com drones desde o início da invasão russa, há mais de três anos.
Além dos drones, sete mísseis também foram disparados contra alvos ucranianos, segundo Yuriy Ignat, chefe de comunicações da Força Aérea da Ucrânia.
*Com informações do Money Times e da Reuters.
A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS
Depois de lucrar com a alta do Ibovespa, tubarões se protegem no mercado, de olho em eleição mais acirrada
23 de outubro de 2026 - 17:53MERCADO DE FIIs
Fundo imobiliário ALZR11 vai ao mercado em busca de até R$ 530,5 milhões; veja os detalhes
23 de outubro de 2026 - 14:28SMALL CAPS EM ALTA
10 small caps que saltaram mais de 50% em outubro e lideram rali histórico na bolsa
23 de outubro de 2026 - 13:13NOVAS VITRINES
Allos (ALOS3) mira gestão de fundos imobiliários e vende fatias de shoppings à Kinea; confira os detalhes da parceria
23 de outubro de 2026 - 12:30AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS