O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, é preciso separar os investimentos em equities de outros ativos; entenda o que acontece no maior mercado do mundo
Os Estados Unidos são detentores de diversos títulos superlativos, e é por isso que participantes do mercado olham atentamente cada dado da economia norte-americana, decisão do Fed, banco central do país, e movimentações nas bolsas por lá. No momento, porém, os sinais não parecem estar em uma única direção.
De um lado, as MagSeven, as sete principais empresas de tecnologia, estão em alta. São elas: Apple (AAPL), Microsoft (MSFT), Alphabet (GOOGL, controladora do Google), Amazon (AMZN), Meta (META, controladora do Facebook, Instagram e Whatsapp), Nvidia (NVDA) e Tesla (TSLA). O ETF MAGS, fundo de índice que as acompanha, subiu 19,97% em 2025 e 38,90% nos últimos doze meses.
Na esteira dessa valorização, o S&P 500, índice que concentra as 500 maiores companhias, subiu 13,09% no último ano. Isso porque as 10 maiores empresas do índice, que inclui as MagSeven, correspondem a quase 40% de seu valor total.
VEJA TAMBÉM: TRIBUTAÇÃO DE DIVIDENDOS à vista: Empresas aceleram pagamento de proventos - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
E, se investidores estão indo atrás de ativos de maior risco, também estão correndo para o ouro, ativo de segurança. A onça-troy vale mais de US$ 4,2 mil, valorização de 60% no último ano, segundo o contrato futuro da commodity.
No entanto, o dólar, historicamente visto como moeda segura, está em queda. O índice DXY, que compara o valor da divisa norte-americana em relação a uma cesta de moedas estrangeiras fortes, caiu 6,7% em doze meses.
Leia Também
Afinal, o que está acontecendo? Há uma busca por ativos mais seguros ou pelos mais arriscados?
Na verdade, são dois movimentos distintos. Segundo especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, é preciso separar os investimentos em equities — ou seja, em ações nas bolsas — de outros ativos, como dólar e ouro.
A alta das MagSeven vem, principalmente, de suas apostas em inteligência artificial. "Vemos o mercado tomando risco. Há uma grande liquidez no mundo, e investidores estão pagando prêmios no valuation de empresas que estão prometendo criar valor com IA", diz Erminio Lucci, CEO da BGC Liquidez, uma das maiores corretoras independentes de investimentos no segmento institucional do Brasil.
Já a queda do dólar e a busca pelo ouro têm relação com a percepção do mercado sobre o governo de Donald Trump e a possibilidade de corte dos juros pelo Fed, banco central norte-americano.
Por conta da guerra da Rússia contra a Ucrânia, o governo norte-americano proibiu qualquer transação com o Banco Central Russo, além de ter aumentado as sanções contra o país. Ao isolar a Rússia do sistema monetário internacional, os EUA levantaram um alerta entre vários países, que aumentaram suas reservas em ouro para depender menos do dólar.
"Foi uma indicação para os europeus de que as relações estavam mudando e que a Europa precisava cuidar mais de si mesma", diz Daniel Popovich, gestor da Franklin Templeton, casa com mais de US$ 1,5 trilhão em ativos sob gestão no mundo, R$ 43 bilhões apenas no Brasil. Confira a entrevista completa aqui.
Já com Trump no poder, o tarifaço também abalou as relações dos EUA com outros países, que intensificaram a percepção sobre a necessidade de diversificar os parceiros comerciais e diminuir a dependência do gigante norte-americano.
LEIA TAMBÉM: As apostas de especialistas para dezembro já estão no ar e o Seu Dinheiro mostra onde investir neste mês; veja aqui
Além disso, o Tesouro americano deixou de ser um investimento livre de riscos. Em maio, a Moody's rebaixou a nota de crédito da maior economia do mundo, que perdeu seu triple A. Antes da Moody’s, as agências S&P Global Ratings e a Fitch já haviam feito esse movimento.
Por esses motivos, bancos centrais em todo o mundo passaram a trocar parte de suas reservas em dólar por ouro. Seguindo essa tendência, vieram investidores, fundos e outras instituições.
"Por motivações políticas, escolheram ter menos exposição aos Estados Unidos. É o que, em grande parte, explica a alta do ouro e uma das maiores desvalorizações do dólar dos últimos anos", diz Popovich.
Com a perspectiva de queda dos juros nos EUA, investidores buscam os mercados emergentes. É o caso do Chile, Peru, Colômbia, Sudeste Asiático, África do Sul e até Brasil.
"O preço da bolsa brasileira já estava atrativo, mas faltava um catalisador. A desvalorização do dólar pode ser sim um gatilho para a bolsa brasileira", afirma o gestor da Franklin Templeton.
A valorização de quase 30% do Ibovespa esse ano foi em grande parte patrocinada pela chegada de investidores estrangeiros. Essa também é a avaliação da gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, em entrevista ao Seu Dinheiro — veja o programa Touros e Ursos aqui.
Porém, não se sabe até quando os juros nos EUA irão cair. A maior parte dos analistas acredita em um corte de 25 pontos-base na taxa na reunião deste mês, mas há pouca visibilidade sobre o que deve acontecer em seguida.
Outra variável de incerteza é a sucessão na presidência do Fed, diz Lucci. O mandato de Jerome Powell termina em maio do ano que vem, e o presidente Trump já deu indicações de que irá escolher alguém mais alinhado às suas políticas pela queda dos juros.
CONFIRA: Monte sua estratégia de investimentos ideal em minutos: Acesse o simulador do Seu Dinheiro e descubra como diversificar sua carteira
No meio desse cenário de instabilidade, as bolsas estão eufóricas impulsionadas pela alta das companhias de tecnologia. E não é para menos: "Com a IA, o ganho para a produtividade da economia como um todo tem um potencial disruptivo. É uma nova revolução industrial, muda a forma como trabalhamos e vivemos", diz Popovich.
Atualmente, cerca de 40% do valor de mercado do S&P 500 é diretamente influenciado por fatores relacionados ao uso de inteligência artificial, como investimentos, construção de infraestrutura e ganhos de produtividade, diz relatório do JP Morgan sobre suas visões para o ano que vem. Isso leva a um receio sobre uma possível bolha nesses papéis.
No entanto, especialistas afirmam que o cenário hoje é bastante diferente do de 25 anos atrás. Entre as diferenças, estão o modelo de financiamento desse crescimento, a relevância desses gastos no PIB norte-americano e a robustez das companhias que estão bombando.
Por enquanto, elas ainda estão investindo pesadamente na tecnologia e na estrutura para sustentá-la. As líderes devem investir o equivalente a 25% de todo o capex do mercado norte-americano no ano que vem, enquanto no passado o crédito barato ou IPOs inflaram as altas.
"Mas gera uma dúvida importante: se esse montante aumentar, de onde virão esses recursos?", pergunta Popovich. "As empresas precisarão emitir dívida para financiar sua expansão?"
Apesar disso, o investimento em IA está atualmente em torno de 1% do PIB. Em ciclos anteriores de investimento em tecnologias de propósito geral (por exemplo, eletricidade, ferrovias, comunicações), o investimento atingiu um pico de 2% a 5% do PIB.
Esse nível de gasto pode pressionar a inflação, inclusive por meio de custos mais altos de energia no curto prazo, acredita a BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, em relatório sobre suas expectativas para 2026. Com o tempo, ganhos de eficiência tendem a compensar parte desse aumento inicial na demanda por energia, acredita.
Outro ponto relevante é que essas empresas já são grandes, geram caixa e têm produtos conhecidos, que usamos todos os dias.
"O valuation está caro? Sim, mas isso não significa que é uma bolha”, diz Lucci, da BGC Liquidez. “O maior risco, para nós, é não ter exposição a essa tecnologia transformadora”, diz o JP Morgan em relatório.
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação
Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos
O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM