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A GUERRA DA TECNOLOGIA

Xô, Estados Unidos! China manda Apple retirar aplicativos de mensagens de circulação no país — mas Biden já tem uma ‘carta na manga’

WhatsApp, Threads, Signal e Telegram não estão mais disponíveis na loja de aplicativos no território chinês; deputados dos EUA aprovam projeto para banir TikTok

Presidente dos EUA, Joe Biden, ao lado do presidente da China, Xi Jinping
Presidente dos EUA, Joe Biden, ao lado do presidente da China, Xi Jinping - Imagem: Imagem: Lintao Zhang/Getty Images/Montagem Seu Dinheiro

A guerra comercial entre a China e os Estados Unidos ganhou um novo capítulo e, dessa vez, envolveu os aplicativos de mensagens instantâneas. 

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Na última sexta-feira (19), o gigante asiático ordenou a remoção dos aplicativos WhatsApp e Threads — da Meta, dona também do Facebook — Signal e Telegram da loja de apps da Apple, o App Store. O pedido foi atendido, segundo a companhia de tecnologia, no mesmo dia. 

A Apple afirmou que foi orientada a retirar os aplicativos por preocupações de segurança nacional, que não foram especificadas pelo governo chinês.

"Somos obrigados a seguir as leis nos países em que operamos, mesmo quando discordamos", disse um porta-voz da empresa. 

Contudo, uma fonte ligada ao assunto disse que a Administração do Ciberespaço da China pediu à Apple para retirar os aplicativos pois eles possuem conteúdo político com menções problemáticas ao presidente chinês Xi Jinping.

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Ao todo, os aplicativos de mensagens somados têm cerca de 3 bilhões de usuários no mundo. Eles podem ser acessados na China apenas por meio de redes virtuais privadas que podem ser usadas fora do grande controle imposto por Pequim. 

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Embora o WeChat seja a plataforma de comunicação mais popular entre os usuários, a remoção dos aplicativos, como o WhatsApp, reduz as alternativas de como podem se comunicar com pessoas de fora do país.

Sem contar que medida aumenta ainda mais as tensões entre as duas maiores economias do mundo, sobretudo, no setor de tecnologia. 

TikTok: a 'vingança' dos EUA contra a China

Em meio à ‘guerra fria’ do setor de tecnologia, os Estados Unidos têm procurado acelerar a legislação para pressionar a empresa chinesa ByteDance, controladora do TikTok. 

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No dia seguinte ao banimento das redes da Meta, Signal e Telegram, a Câmara dos Representantes — similar à Câmara dos Deputados brasileira — aprovou um projeto de lei que inclui uma medida para forçar a ByteDance a vender o TikTok dentro de um período de nove meses — com possível prorrogação de 90 dias. 

Caso contrário, a mídia social poderá ser proibida nos Estados Unidos. 

Isso porque o país considera que o aplicativo de vídeos curtos — que ficou famoso pelas ‘dancinhas’ — representa um risco à segurança nacional devido a suas ligações com o Partido Comunista Chinês e pode ser usado para coletar dados pessoais de norte-americanos.

Logo, a venda da mídia social afastaria esse risco. 

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Agora, a proposta aprovada na Câmara segue para o Senado e deve ser votada até a próxima terça-feira (23). O presidente Joe Biden já afirmou que assinará o projeto de lei assim que o texto chegar a sua mesa. 

*Com informações de CBNC e Dow Jones

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