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Projeto vai utilizar os novos chips de inteligência artificial da Nvidia; implantação completa está prevista para 2026
A Nvidia, empresa responsável por chips e aplicações de inteligência artificial, e a fabricante de computadores e de componentes eletrônicos Foxconn estão juntas em um novo projeto ambicioso que marca uma nova fase do avanço da tecnologia.
As empresas anunciaram nesta terça-feira (8) a construção de um novo “supercomputador” que promete ser "o mais rápido de Taiwan”. O projeto vai utilizar os novos chips Blackwell da Nvidia, considerados os mais poderosos e avançados em IA atualmente.
A construção da máquina em Kaohsiung, em Taiwan, já começou, e deve passar a operar em meados de 2025, na primeira fase. A implantação completa está prevista para 2026.
Segundo um comunicado da Nvidia, a Foxconn planeja usar o novo supercomputador para impulsionar avanços em pesquisas científicas sobre doenças como o câncer, além do desenvolvimento de modelos de linguagem e inovações em cidades inteligentes.
Com o uso de CPUs Grace e GPUs de servidores da nova geração, o desempenho do novo supercomputador pode chegar a 90 exaflops —- capacidade de realizar 1 quintilhão de operações matemáticas por segundo — o tornaria a máquina mais rápida de Taiwan.
“Com a plataforma Blackwell da Nvidia, o novo supercomputador de IA da Foxconn é um dos mais poderosos do mundo, representando um salto significativo na computação e eficiência de IA”, disse o vice-presidente e porta-voz da Foxconn, James Wu.
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Essa não é a primeira parceria entre Nvidia e a Foxconn. A empresa que também é conhecida por ser a “montadora” do iPhone da Apple também está construindo a maior instalação do mundo para a produção de microprocessadores GB200 da Nvidia, um dos principais componentes da arquitetura de computação Blackwell voltada para IA generativa.
O complexo ficará no México, país onde a Foxconn já possui forte presença e investiu mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões), especialmente no estado de Chihuahua.
Recentemente, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou em entrevista à CNBC que a demanda pelo novo chip de inteligência artificial Blackwell é “insana”. “Todo mundo quer ter o melhor e ser o primeiro”, declarou Huang. Apesar do atraso na produção, os novos processadores devem chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2025.
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