Opea e Pentágono questionam plano de recuperação extrajudicial do Grupo Casas Bahia (BHIA3); há perigo para varejista agora?
Segundo a varejista, a maioria dos credores aprovou a estratégia adotada, garantindo o quórum mínimo necessário para a homologação do plano de recuperação

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou na noite da última quarta-feira (5), que a Opea Securitizadora e a Pentágono Distribuidora apresentaram impugnações ao Plano de Recuperação Extrajudicial e sua homologação.
Em outras palavras, isso poderia significar problemas para a varejista, que tenta voltar aos trilhos após registrar prejuízo líquido de R$ 261 milhões — e dívidas de R$ 4,1 bilhões — no primeiro trimestre de 2024. Veja balanço completo aqui.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa afirma que entende que os questionamentos ao plano de recuperação extrajudicial são desprovidos de mérito e deverão ser rejeitados.
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Recuperação extrajudicial do Grupo Casas Bahia (BHIA3)
A recuperação extrajudicial do Grupo Casas Bahia foi informada ao mercado há pouco mais de um mês, em abril deste ano. À época, o pedido havia sido pré-acordado com os principais credores, que detêm 54,5% dos débitos do Grupo.
Segundo a varejista, essa porcentagem é suficiente para atender o quórum mínimo necessário para a homologação do plano de recuperação.
"A companhia responderá às impugnações no prazo legal e manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre quaisquer desdobramentos relevantes a respeito do assunto", diz a nota.
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Vale lembrar que as ações do Grupo também passam por momentos difíceis em meio ao processo de recuperação. Só nesta semana, os papéis BHIA3 caem 9,13% até o fechamento da última quarta-feira (5).
Desde o começo de 2024, o recuo chega a 44,71% e a queda em relação aos últimos 12 meses é de 89%. Acompanhe nossa cobertura de mercados aqui.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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