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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

ANÁLISE

Nubank (ROXO34): depois de um bom balanço e ações em alta de 70%, o roxinho ainda tem espaço para surpreender investidores? 

Tanto as ações quanto os BDRs acumulam valorização de 70% e 101% no ano, respectivamente

Renan Sousa
Renan Sousa
26 de novembro de 2024
15:42 - atualizado às 1:07
Homem aproxima cartão roxo do Nubank a uum celular
Imagem: Divulgação

O Nubank (ROXO34/NU) é a estrela roxa das fintechs de maior sucesso no Brasil, o que vem se refletindo nas notícias que envolvem o unicórnio do ramo financeiro. 

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Recentemente, o Nubank atingiu a marca de 100 milhões de clientes e anunciou a expansão dos negócios para a Colômbia. Além disso, o mais recente balanço mostrou um crescimento do lucro e da rentabilidade acima das projeções — ainda que alguns investidores tenham torcido o nariz para algumas linhas do resultado

Mesmo assim, os sucessivos resultados positivos do banco do cartão roxo inspiram algum otimismo com o futuro dos negócios para alguns analistas que cobrem a fintech, de acordo com algumas publicações divulgadas nesta terça-feira (26). 

As ações, contudo, não reagem com tanto otimismo: lá fora, as ações NU operam em alta de 0,14%, cotadas a US$ 14,25, enquanto os BDRs (recibos de ações) negociados no Brasil avançam 0,88%, negociados a R$ 13,76. 

Tanto as ações quanto os BDRs acumulam valorização de 70% e 101% no ano, respectivamente. 

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Veja a seguir os motivos para se ter otimismo com o resultado do Nubank no futuro — e no que ficar de olho a partir de agora, segundo relatórios de analistas:

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Nubank aumenta receita por cliente e participação cresce

De acordo com o relatório do UBS BB, o Nubank registrou uma melhora no indicador de receita média mensal por cliente ativo (ARPAC, na sigla em inglês), saindo de um índice geral de US$ 4,00 por cliente no segundo trimestre de 2021 para US$ 11,00 no terceiro trimestre de 2024. 

Em termos geográficos, o Brasil foi responsável por 72% da receita operacional do Nubank no terceiro trimestre de 2024, enquanto o México respondeu por 5% e a Colômbia ficou abaixo de 1%. 

Do mesmo modo, o Nubank alcançou significativo crescimento de participação no mercado brasileiro, de 14% no ramo de cartões de crédito e 10% em empréstimos pessoais.

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A participação de mercado da instituição no crescimento de longo prazo é ainda mais impressionante, com 41% para cartões de crédito e 32% para empréstimos pessoais.

No relatório desta terça-feira, o UBS BB não citou mudanças na recomendação para os papéis do Nubank, mas em setembro deste ano, a recomendação era neutra.

Crescimento forte em ambiente favorável

Para os analistas do Itaú BBA, que mantém recomendação equivalente a neutra para o banco, o Nubank conseguiu aproveitar bem o ciclo macroeconômico positivo dos últimos meses para apresentar resultados sólidos. 

Isso inclui uma melhora da inadimplência e expansão da carteira de crédito, bem como cartões e empréstimos pessoais — neste último, o crescimento foi de R$ 15,559 milhões para R$ 31,021 milhões em 12 meses, segundo o balanço do terceiro trimestre. 

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Além disso, o custo de risco de crédito pessoal do Nubank tem melhorado “consistentemente”, de acordo com os analistas do Itaú BBA. Vale lembrar que o roxinho cresceu principalmente com a oferta de um crédito mais arriscado no começo de suas operações e a melhora do indicador é vista com bons olhos pelos especialistas.

Nubank na corda bamba? E agora…

Tanto o UBS BB quanto o Itaú BBA mantêm recomendação neutra para o Nubank, apesar de destacarem pontos positivos do banco digital.

Mas existem algumas pedras no caminho do unicórnio fintech, como o crescimento abaixo do esperado da receita líquida de juros (NII), mesmo após um um salto desproporcional da carteira de empréstimos. 

Em outras palavras, os spreads do banco não acompanharam o ciclo positivo de crédito, dizem os analistas do Itaú BBA. 

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Mesmo o ARPAC (receita média mensal por cliente ativo) é um ponto de atenção para os especialistas do UBS BB. Isso porque, apesar do crescimento geral, houve um declínio do índice desde o segundo trimestre de 2024 — parcialmente atribuído, é verdade, à desvalorização do real. 

Por fim, a receita limitada das operações colombianas também é um ponto de atenção, ainda que o Nubank venha tentando otimizar as operações por lá após a Superintendência Financeira da Colômbia (SFC) ter aprovado formalmente o pedido de consolidação de suas contas e operações de crédito, o que permitirá expandir o portfólio de produtos e serviços no futuro.

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