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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

COM PROBLEMAS

Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Coteminas (CTNM4), empresa ‘abandonada’ pela Shein

Após meses do anúncio do acordo entre Coteminas e Shein, os avanços foram mínimos e não se refletiram em uma melhora dos negócios de nenhuma das empresas

Renan Sousa
Renan Sousa
26 de julho de 2024
12:14 - atualizado às 11:41
Coteminas, parceira da Shein, entra com pedido de recuperação judicial
Coteminas, parceira da Shein, entra com pedido de recuperação judicial - Imagem: Divulgação / Montagem Seu Dinheiro

Em maio deste ano, a Coteminas (CTNM4) havia entrado com um pedido de recuperação judicial em conjunto com outras empresas do mesmo grupo. E, nesta sexta-feira (26), a Justiça acatou a decisão da empresa de reestruturação dos negócios. 

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Na mesma decisão, o Odernes Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (Fip Ordenes) também aceitou o acordo proposto pela AMMO Varejo e outras empresas do grupo. Assim, as companhias conseguiram a prorrogação do vencimento de obrigações referentes às debêntures do conglomerado. 

No passado, o fundo de investimentos havia alegado que o vencimento antecipado das dívidas da AMMO, em 30 de maio de 2022. Em outras palavras, o FIP Ordenes acredita que o grupo não cumpriu com as obrigações relacionadas às debêntures — e que, por isso, a dívida deveria ser paga imediatamente. 

Assim, a Coteminas entrou com o pedido de recuperação judicial com o intuito de proteger seus negócios, tendo em vista que o grupo agora entra em stay period — isto é, momento em que os credores não podem tomar medidas contra a empresa.

Os investidores parecem ter gostado da decisão. Os papéis CTNM4 subiam 3,13% por volta das 11h, negociados a R$ 0,99. 

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A união da Coteminas (CTNM4) faz a força

O preço abaixo de R$ 1,00 fez as ações da Coteminas se enquadrar na categoria de penny stocks. Por isso, a B3, que opera a bolsa brasileira, proíbe que uma empresa fique por mais de 30 pregões com os papéis nesse patamar.

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E já alertou a companhia sobre a situação em um ofício enviado no final do mês passado.

Para voltar a enquadrar a cotação nas regras da bolsa, o conselho de administração da Coteminas decidiu propor um grupamento de ações aos investidores. A operação deve ser votada em uma assembleia marcada para 16 de agosto.

A ideia dos conselheiros é que grupos de cinco papéis CTNM4 sejam unidos para formar uma nova ação — e o preço também será multiplicado pelo mesmo fator. Ainda não há data para que o grupamento seja efetivado. O cronograma será publicado após a assembleia apenas caso a proposta seja aprovada pelos acionistas

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Foi tão bom, mas foi só por um momento

Há um ano, a Shein fez uma parceria estratégica com a Coteminas. O acordo aconteceu em meio a debates entre o governo federal e as gigantes do varejo chinês.

Em geral, o acordo prevê que 2 mil dos clientes confeccionistas da empresa passem a ser fornecedores da Shein para atender os mercados doméstico e da América Latina.

A parceria também abrange o financiamento para capital de trabalho e contratos de exportação de produtos para o lar.

Porém, após meses do anúncio do acordo entre Coteminas e Shein, os avanços foram mínimos e não se refletiram em uma melhora dos negócios de ambas as empresas.

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