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Relações de trabalho

Funcionários da Eletrobras rejeitam corte de salário e decidem por greve a partir do dia 10

Companhia havia proposto corte de 12,5% nos salários de quem ganhava acima de R$ 16 mil; proposta foi retirada

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5 de junho de 2024
15:03 - atualizado às 14:17
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Pela proposta da Eletrobras, trabalhadores com salários acima de R$ 6 mil ficariam dois anos sem reajuste. - Imagem: Reprodução

Os funcionários da Eletrobras (ELET3) rejeitaram acordo coletivo e decidiram iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 10 de junho.

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Em assembleias realizadas em todas as bases da companhia no país nos últimos dois dias, os funcionários da empresa privatizada há dois anos decidiram rejeitar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2024/26 e iniciar a greve. A informação é do CNE (Coletivo Nacional dos Eletricitários).

A categoria decidiu também pedir a mediação pré-processual no TST (Tribunal Superior do Trabalho). "Ainda tem assembleias em bases menores hoje, mas tivemos mais de 90% deliberados", informou o CNE.

Segundo a Eletrobras, as bases que tiverem aceitado o acordo receberão abonos salariais na próxima sexta-feira, 7.

Eletrobras propôs corte de salários

A Eletrobras apresentou uma proposta de acordo coletivo que reduzia o salário de quem ganhava abaixo de R$ 16 mil em 12,5%, corte reduzido para 10% e depois retirado da mesa.

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Na proposta final, apresentada na quinta e última reunião entre as partes, no dia 23 de maio, a empresa manteve o corte para quem ganha acima de R$ 16 mil, mas por meio de negociações individuais. A data de vigência do ACT atual termina em 7 de junho.

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Pela proposta da Eletrobras, os salários atuais para quem ganha mais de R$ 6 mil ficariam sem reajuste por dois anos, e quem ganha abaixo disso receberia 100% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), também durante a vigência do ACT 2024/26.

Os benefícios recebidos pelos empregados também não terão reajustes no período.

Eletricitários dizem que acordo gera perdas

O CNE acusa a empresa de fazer pressão sobre os empregados para aprovação do acordo, com o pagamento do abono de R$ 9 mil até sexta-feira, enquanto as perdas com o novo ACT, em dois anos, seriam de R$ 51 mil, em média, para cada trabalhador.

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A Eletrobras informou que ainda não tem um posicionamento sobre a possível greve convocada. Segundo a companhia, com o resultado das assembleias, o acordo "será prontamente assinado com os sindicatos que aprovaram a proposta e seus direitos e garantias passarão a ter efeitos imediatos", explicou a Eletrobras em nota.

"A empresa ouviu as demandas dos sindicatos e apresentou inúmeras flexibilizações, atendendo a maior parte delas. Entre os avanços negociados pela Eletrobras estão a criação de mecanismos como abono salarial, garantia de emprego ou salário, correção por IPCA e manutenção de salários", disse a companhia em nota.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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