Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
SD ENTREVISTA

Como a SLC Agrícola (SLCE3) pretende combater os efeitos das mudanças climáticas nas lavouras — e ainda pagar dividendos aos acionistas

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o CEO Aurélio Pavinato revela as estratégias da produtora agrícola para manter o crescimento e proventos nos próximos anos

CEO da SLC Agrícola (SLCE3), Aurélio Pavinato
CEO da SLC Agrícola (SLCE3), Aurélio Pavinato - Imagem: Ricardo Jaeger

Os últimos meses foram de calor intenso nas grandes cidades brasileiras, mas o clima não esquentou apenas nos centros urbanos. No mês passado, a SLC Agrícola (SLCE3) chamou a atenção do mercado ao anunciar a redução das projeções (guidance) para a safra de 2023/2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CEO da principal produtora agrícola com ações negociadas na B3, Aurélio Pavinato não se ilude: a temperatura não deve dar trégua aos negócios da SLC nos próximos anos.

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Pavinato afirma que não será possível escapar dos eventos climáticos nos próximos anos. E o “culpado” disso é um fenômeno já conhecido: o aquecimento global.

“São eventos climáticos que nós convivemos de longa data, mas que estão sendo mais intensos e provocando oscilações de produções também mais fortes”, disse o CEO.

Como consequência do aumento das temperaturas provocado pelo El Niño, a SLC deixou de semear soja em 16 mil hectares em Mato Grosso, com uma redução de 7,3% no potencial produtivo da soja em relação à estimativa inicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Menos plantação significa menos colheita — e receita — lá na frente, ainda que uma quebra de safra seja em parte amenizada por um aumento de preços.

Leia Também

REAÇÃO DO MERCADO

Trimestre do Nubank “não foi tão ruim quanto parece”. Por que as ações afundam em Wall Street hoje?

SINAIS DE ESTRESSE

O diagnóstico piorou na Oncoclínicas (ONCO3): prejuízo dispara, caixa sangra e pressão aumenta no 1T26. Há fôlego para a operação?

Mas se as mudanças climáticas são um fenômeno sem volta, a SLC também não espera ficar à mercê de eventos como o El Niño, segundo Pavinato.

A estratégia da SLC (SLCE3)

Para combater os impactos dos eventos climáticos no negócio, a SLC Agrícola adota uma estratégia bem conhecida dos investidores: a diversificação.

“O plano está se fortalecendo, no sentido de diversificar cada vez mais produtos e, à medida do possível, diversificar regiões”, me disse Pavinato, que esteve na redação do Seu Dinheiro durante uma passagem em São Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CEO afirma que a empresa avalia oportunidades para novas aquisições nas áreas em que já está localizada, mas destaca a possibilidade de expansão para outras regiões.

“A gente tem uma estratégia de médio e longo prazo de continuar o crescimento, mas as regiões em que estamos localizados são as melhores regiões do país. Então o crescimento nessas áreas faz parte da nossa estratégia, mas novas regiões para o portfólio não estão fora do escopo agora.”

Vale lembrar que a SLC hoje tem presença em sete estados brasileiros, na região do Cerrado, e matriz em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 

O “efeito El Niño” já passou para a SLC Agrícola (SLCE3)?

Trabalhar com diferentes culturas e no manejo do solo é fundamental para minimizar os efeitos de eventos climáticos como o El Niño, segundo Pavinato. Atualmente, a SLC Agrícola (SLCE3) trabalha na produção de algodão, milho e soja, com o cultivo de segunda safra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Nós temos que conviver com esses eventos climáticos e conviver com os extremos. A forma de administrar isso é trabalhar sempre com alguma margem de segurança.”

Isso porque a diversificação de plantio ajuda a compensar perdas de produção na companhia — como aconteceu na safra de 2023/2024 devido à redução de produtividade no Mato Grosso —, uma vez que as diferenças de desempenho entre as safras se balanceiam.

O CEO da SLC Agrícola espera que a recuperação dos preços das commodities agrícolas compense a perda de produção da última safra.

Na visão de Pavinato, porém, a pior fase dos eventos climáticos de 2023 e 2024 já passou. Afinal, ainda que o El Niño se mantenha até abril, a expectativa é que os efeitos sobre o clima sejam menores à medida que o evento caminhe para o fim. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o alívio não deve durar muito, já em agosto está previsto o início do La Niña. De todo modo, o CEO vê efeitos limitados sobre a produção.

“Anos de La Niña são anos de produção normais para a operação da SLC, mas de quebra de safra na Argentina e no Sul do Brasil, o que leva a preços melhores. Então a perspectiva para a safra 2024-2025 é positiva.”

Para além da diversificação da safra, Pavinato ressalta a importância do manejo do solo. “Um solo mais profundo, com maior cobertura para proteger a umidade também ajuda a mitigar os efeitos das mudanças de clima.”

Na visão do executivo, a segunda safra deve ser positiva para a SLC Agrícola, uma vez que a empresa antecipou as plantações por conta da seca e do calor. “Isso acabou por antecipar o ciclo da soja e já plantamos o algodão e o milho antes do esperado.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desse modo, se o ciclo das chuvas nos próximos meses vier dentro da previsão, a recuperação da produção após o efeito do El Niño pode acontecer acima do projetado inicialmente, segundo o CEO.

SLC Agrícola (SLCE3): crescimento e dividendos

A crise climática não tirou o foco da SLC dos planos de crescimento. Pelo contrário, a expectativa é a de que os novos negócios ajudem a companhia a diversificar as fontes de receita.

Pavinato citou como exemplo desses esforços a SLC Sementes. “Apesar de trabalhar com as mesmas culturas [soja e algodão], esse é um negócio de comércio que não depende do clima ou da safra. Ou seja, ele roda em paralelo e gera uma resiliência maior para a empresa.”

A SLC ainda atua com a criação de gado, que é considerada uma “terceira safra” pelo executivo. O sistema de Integração Lavoura-Pecuária usado pela companhia unifica as práticas de culturas anuais e pecuária em um mesmo espaço, garantindo ganhos de eficiência e a conversão de pastagens para agricultura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O plano de crescimento da SLC deve ser financiado pela geração de caixa própria da companhia. Ou seja, Pavinato não prevê ofertas de ações e captações com novos investidores no curto prazo.

A perspectiva da SLC para os próximos anos inclusive é manter o ritmo de crescimento, mas sem deixar para trás a fama de boa pagadora de dividendos. 

Pavinato espera que a companhia seja capaz de manter a estratégia atual de payout, de distribuição de 50% do lucro líquido para os investidores na forma de proventos.

O CEO cita de cabeça o dividend yield [rendimento com dividendos] da SLC, que ficou em 4,8% ao ano em média nos últimos cinco anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já em relação ao retorno para o acionista, o retorno sobre o capital investido (ROIC) nos cinco últimos anos atingiu a marca de 22%, considerando o rendimento da operação e a apreciação das terras.

Na visão do executivo, do lado financeiro, ainda é necessário trabalhar com um nível de segurança maior em relação ao fluxo de caixa de endividamento para evitar sofrer quando acontecerem eventos extremos. 

O que esperar das ações SLCE3?

Desde a abertura de capital, em 2007, as ações da SLC Agrícola (SLCE3) acumulam uma valorização da ordem de 968%.

É verdade que o desempenho recente não foi dos mais animadores, com uma queda de 8% nos últimos 12 meses. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas a visão geral entre os analistas que cobrem a empresa é positiva. De oito recomendações para os papéis, cinco são de compra, duas de manutenção e uma de venda, de acordo com dados da plataforma Trademap.

Os analistas do BTG Pactual estão entre os que indicam a compra das ações da produtora agrícola, com um preço-alvo de R$ 29,50 por papel — implicando em um potencial de alta de 55,9% em relação ao último fechamento.

Já o Itaú BBA fixou um preço-alvo de R$ 23 por ação da SLC Agrícola, equivalente a uma valorização potencial de 21% para os próximos 12 meses.

Além das instituições financeiras, um grupo de bilionários está tão confiante no futuro da companhia que decidiu abocanhar parte do negócio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma das famílias mais tradicionais do agronegócio no Brasil, a família Scheffer anunciou recentemente a compra de uma participação de 5,37% da companhia, equivalente a aproximadamente R$ 440 milhões.

Em entrevista ao Brazil Journal, um dos sócios da SLC, Guilherme Scheffer, acredita que a empresa deveria valer de 2 a 2,5 vezes mais. O valor de mercado da companhia hoje é da ordem de R$ 8,25 bilhões na B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
14 de maio de 2026 - 12:11
Lançamento da Azzas 2154 na B3 13 de maio de 2026 - 15:50
petrobras petr4 dividendos ações 13 de maio de 2026 - 15:01
Alexandre Birman (à esquerda) e Roberto Jatahy, principais acionistas e gestores da Azzas 2154 12 de maio de 2026 - 16:00
Magda Chambriard em primeiro plano com painel branco atrás, com os dizeres Petrobras 12 de maio de 2026 - 15:39
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia